Saúde

Filtro não libera exposição solar

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A melhor maneira de se prevenir o aparecimento de manchas e, principalmente, do câncer de pele, é proteger a pele do sol - seu grande inimigo. Nesse sentido, o uso de filtros solares adequados é a principal recomendação dos médicos. Mas o uso desses produtos não libera o ser humano para ficar diretamente exposto ao sol.

O dermatologista Cláudio Tonello salienta que os filtros solares surgiram para substituir antigos hábitos de se usar sombrinhas, chapéus e outros acesssórios. “Mas quando descobriram o filtro solar, as pessoas começaram a abusar do sol. Elas acham que o filtro as protege totalmente, o que não é verdade. O resultado foi um aumento na incidência do câncer de pele nos últimos anos”, alerta.

Segundo Tonello, a função do filtro solar é proteger a pele da radiação no dia-a-dia - no caminho para o trabalho, no trânsito, nas compras, nos passeios ao ar livre. “Mas as pessoas passam o filtro solar e vão para a praia achando que com o protetor podem ficar sob o sol o dia todo e não podem”, adverte.

Questionado sobre as temporadas no litoral ou finais de semana à beira das piscinas, Tonello sugere que se faça uma conta. “Se você passar dez dias na praia tomando cinco horas de sol por dia, ao final do passeio você terá tomado 50 horas de sol. Mas se você toma uma hora de sol por dia, ao final de um ano serão 365 horas de exposição”, exemplifica.

“A exposição no dia-a-dia é que é perigosa, porque o efeito do sol é cumulativo. A radiação fica armazenada e vai aparecer ao longo dos anos”, acrescenta.

De acordo com o dermatologista Wagner Monteiro Cardoso, o filtro solar deve ser aplicado pelo menos três vezes ao dia, em intervalos de 3 a 4 horas. “A maioria das pessoas passa o produto pela manhã e depois sai para almoçar sem proteção, porque o efeito já acabou. É preciso passar pela manhã, reaplicar por volta do meio-dia e passar de novo no meio da tarde”, recomenda.

A dica vale, inclusive, para pessoas que ficam em casa ou que trabalham em ambientes fechados o dia todo. “Principalmente se houver lâmpadas brancas (fluorescentes). Elas também emitem radiação”, completa Cardoso.

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