Bairros

Chuva causa estragos no Parque Real

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

A tempestade que caiu em Bauru no início da madrugada de ontem provocou estragos em alguns bairros da cidade e causou alagamentos nos pontos problemáticos tradicionais. Na Vila Dutra, duas casas foram destelhadas, e no Parque Real, a enxurrada assustou diversas famílias e inundou residencias.

De acordo com Antônia de Fátima Gasparetti de Oliveira, moradora da quadra 1 da rua Benedito Alves da Silva, no Parque Real, os problemas são provocados pela enxurrada que desce da parte alta do bairro. “Não tem uma valeta nem nada para conter a água. Nessa noite, a chuva derrubou uma cerca. Na rua não tem para onde ir, porque a boca-de-lobo que a prefeitura diz que existe está entupida com o entulho que vem na enxurrada”, afirma.

Em frente à residência de Antônia, a água causou um grande buraco ao redor de um poste de iluminação e encontrou caminho para escoar por um terreno. O muro dos fundos da residência de Aparecida Regina Marangoni, que mora na rua Laudino de Matos, caiu com a força da enxurrada e a água invadiu os cômodos, quebrando uma porta, danificando móveis, colchões e inutilizando mantimentos e roupas.

“Não dormimos a madrugada toda porque ficamos tirando a água de dentro de casa e tentando limpar o que dava, mas quanto mais a gente tirava, mais água entrava pelo muro”, conta.

Segundo Aparecida, a água se acumulou no quarto do casal, chegando na altura das camas, e seu marido teve de fazer um buraco na parede para criar uma saída. Até o início da tarde, a família ainda tentava limpar a lama e a sujeira dos cômodos.

A casa de Janaína Alves da Silva fica no caminho da enxurrada que desce da parte alta do bairro. Segundo ela, seu muro já está com a estrutura abalada. “No meu vizinho, a água está passando por baixo da casa. Qualquer dia, a casa vai cair, vai embora com a chuva”, alerta.

Ventania

Segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a chuva da madrugada, que começou por volta de 1h20, acumulou aproximadamente 8,4 milímetros, e a chuva que caiu no período da tarde foi de 1,3 milímetros. As médias históricas para março e abril são, respectivamente, de 131 e 74 milímetros.

O presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil, Álvaro José de Brito, comenta que duas casas, nas ruas Antônio Guedes de Azevedo e São Salvador, foram parcialmente destelhadas com a ventania. “Alojamos a família em outros cômodos da casa e fornecemos colchonetes, cobertores e roupas secas para que eles possam passar a noite com tranqüilidade”, diz.

Ele comenta que a Defesa Civil só ficou sabendo da situação no Parque Real durante o dia de ontem, mas garantiu que os moradores mais prejudicados também receberiam auxílio. “Orientamos que a população ligue para o Corpo de Bombeiros assim que notar qualquer problema. Não pode deixar para ligar no outro dia, tem que procurar um orelhão ou um vizinho que tenha celular para avisar, para que a gente possa providenciar ajuda”, observa.

• Serviço

O telefone da Defesa Civil é (14) 9651-0304 e do Corpo de Bombeiros para emergências, 193.

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Alagamentos

Apesar dos estragos no Parque Real, a chuva não provocou acidentes de trânsito ou problemas mais graves nos pontos tradicionais de alagamento por conta do horário. “A quadra 1 da rua Alfredo Maia inundou de novo, assim como vários pontos da avenida Nações Unidas. O rio Bauru quase transbordou também - faltaram 30 centímetros”, aponta Álvaro de Brito, presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil.

Durante a manhã, funcionários da prefeitura trabalharam em ruas de passagem de ônibus e acesso a bairros, escolas e creches. O presidente da comissão de Defesa Civil orienta que a população procure as Regionais Administrativas de seu bairro para alertar sobre problemas nas ruas. “Ainda estamos em alerta com as chuvas até o dia 15 deste mês e podemos esperar mais precipitações fortes para os próximos dias”, conclui Brito.

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