Hoje pela manhã, 658 detentos do Instituto Penal Agrícola (IPA), 115 da Penitenciária 1 e 116 da Penitenciária 2 de Bauru serão liberados para passar a Páscoa com suas famílias. Eles conquistaram o direito à saída temporária e têm até o final da tarde da próxima terça-feira para retornar aos presídios de origem.
A saída temporária é um benefício concedido aos presos que já cumpriram um sexto da pena, se for primário, e um quarto da pena, no caso de reincidência, e que tenham bom comportamento. No IPA, vão permanecer no presídio 140 reeducandos, que ainda não reúnem as condições para obter o benefício, segundo Gilvan Francisco dos Santos, diretor administrativo da unidade.
Porém, na P1 e P2, que abrigam em torno de mil presos cada uma, a maioria dos detentos vai passar a Páscoa nas unidades porque ainda não cumpriram o tempo de pena exigido para usufruir das saída provisória. Por outro lado, os beneficiados com a saída temporária já têm direito à transferência a presídio de regime semi-aberto, como o IPA.
São detentos que estão aguardando vagas no IPA, ressalta o agente de segurança Antônio Carlos dos Santos, que trabalha na P2. Aqueles que não retornarem da saída temporária até as 17h de terça-feira e não informarem a unidade sobre o motivo do atraso será considerado foragido. Se foram presos, terão que cumprir o resto da pena no regime fechado.
Nilton Vieira, diretor substituto da P1, conta que nas saídas anteriores menos de 10% dos detentos liberados não retornaram. Na P2, a evasão também é inferior aos 10%. No IPA, o índice cai para 5%, de acordo com Santos.
O objetivo da saída temporária, também concedida por ocasião do Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal, Dia dos Pais, é possibilitar a convivência do detento com a família, a fim de reinseri-lo na sociedade.
A maioria dos detentos seguirá para suas cidades de origem em ônibus fretados e pagos por eles mesmos.