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Católicos revivem hoje a Vigília Pascal

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O silêncio à espera da ressurreição de Cristo deve marcar o dia de hoje dos católicos que ontem lotaram as igrejas para adorar o Senhor morto. A Sexta-feira Santa foi um dia dedicado à reflexão e à oração. Na Catedral do Divino Espírito Santo, os fiéis se reuniram às 15h para orações e lembranças da Paixão.

Hoje, o ponto alto das celebrações religiosas serão no período noturno, com a Vigília Pascal, quando os fiéis se reúnem e permanecem acordados a fim de presenciarem o momento solene em que Jesus ressuscitou.

A celebração começa com a bênção do fogo, chamado de fogo novo, que na liturgia cristã veio para limpar o mundo do pecado, da desesperança, do ódio, pregando e instaurando o reino de Deus.

Ontem, os católicos não participaram de missas em respeito à morte do Senhor, explicou o pároco da Catedral, Luís Antônio Carqueijo Sé. “Na Sexta-feira Santa não há missas, só celebrações. É uma lembrança dos sofrimentos, mas também é um dia de reflexão e de oração. Os católicos se preparam para a ressurreição.”

De acordo com o padre, a Sexta-feira Santa é uma tradição, tão difundida que mesmos os católicos afastados da igreja retornam neste dia. “São atos muito comoventes que atraem até aqueles que estão afastados.”

Para ele, a sexta-feira que seria um dia triste por tradição é também um dia de oração. “Tem um momento na celebração que é a oração universal quando nós rezamos por todas as intenções, até por aqueles que não têm fé, é um momento voltado à caridade.”

O religioso ressaltou que o jejum e abstinência, típicos da data são sinais de penitência. “De preparação para algo maior que está vindo, que é a ressurreição, e tem o sentido da caridade quando aquilo que eu deixo de comer vai para alguém que necessita desse alimento.”

Repensar a vida

Para a funcionária pública Maria Aparecida Gasparini, a Sexta-feira Santa exige silêncio. “Temos que pensar no sacrifício que Jesus fez por nós e no silêncio repensar a vida que estamos levando e para onde o mundo está caminhando.”

Ela conta que fez jejum de carne vermelha, como todos os anos. “Fiquei sem comer carne vermelha todas as sextas-feiras da Quaresma.”

Para o estudante Anderson Gândara Antunes, 18 anos, a Sexta-feira Santa exige respeito. â€œÉ um momento de reflexão. Eu fiz jejum de refrigerante durante toda a Quaresma e hoje (ontem) não comi carne vermelha.”

O analista de sistema Luiz Roberto Volpe lamentou ter saído de casa de bermuda. “Não entrei na igreja por não estar vestido adequadamente. Sou católico e acredito que devemos fazer uma reflexão de nossos atos para conquistar a paz.”

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