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Calçadão vira palco para o kung fu

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Uma lei estadual aprovada no ano passado decretou o dia 11 de abril como o Dia do Kung Fu. Para comemorar a data e divulgar a arte marcial, a Associação Garra de Tigre de Kung Fu Hung Gar levou um pouco da tradição chinesa para o Calçadão da Batista de Carvalho ontem à tarde.

A primeira parte da demonstração foi a encenação da Dança do Leão. “Trata-se de uma celebração cultural chinesa que é repetida em todas as festas tradicionais da China e hoje espalhou-se por todo o mundo”, explica o educador físico Richard Leutz.

Segundo ele, a encenação simboliza coragem, força, energia, sabedoria, prosperidade e sorte. “Escolhemos o Calçadão justamente porque a dança está ligada à prosperidade”, destaca.

Muito confundido com um dragão, o leão chinês é um misto de vários animais e ao invés de feroz, é visto como uma criatura calma e brincalhona. Na apresentação de ontem, o leão está acompanhado de seu domador e faz peripécias para encantar a platéia.

Composto por dois praticantes da arte marcial, o leão é composto por uma cabeça como olhos, boca e orelha móveis, e um corpo todo colorido. A beleza da demonstração está no sincronismo da dupla, que se movimenta como se fosse realmente uma única criatura.

O leão inicia sua exibição passeando entre os espectadores. Depois, seu “domador” ordena que ele suba num tablado especial. Nesta etapa, os praticantes da arte marcial dão mostras de equilíbrio, força e flexibilidade. O leão sobe no banco, fica em pé sobre as patas traseiras, pula, desce, sobe novamente, faz graça para a platéia, pula de volta ao chão e rola como um filhote que brinca, arrancando aplausos de quem passa.

Depois da encenação, alunos da Academia Garra de Tigre fizeram diversas demonstrações de solo, com e sem armas. Segundo Leutz, os praticantes têm entre 7 e 60 anos de idade. “Basta ter disciplina”, garante.

E disciplina foi o que conquistou a família de José Marques Maciel, 43 anos. Ele conta que a idéia partiu do filho Matheus, 9 anos, que incentivou o irmão Arthur e depois o pai. “Eu tinha recomendação médica para praticar uma atividade física e como já levava os filhos, resolvi experimentar também”, conta.

Aos poucos, todos os irmãos aderiram à prática. Hoje, são cinco membros da família matriculados na academia. A única que ainda não pratica é a mãe. “Mas por pura falta de tempo. Mesmo assim, estou sempre acompanhando a turma nas apresentações”, afirma.

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