Saúde

Tratamento usa jogos de computador

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

Além das mudanças de hábito no dia-a-dia, a criança portadora da disfonia geralmente é submetida a tratamento fonoterápico. Quem imagina tratar-se de sessões chatas e entediantes está enganado. A terapia é feita a partir de jogos de computador.

Segundo as fonoaudiólogas Eny Pereira e Alcione Brasolotto, foram desenvolvidos programas em que as crianças têm que produzir o som correto para marcar pontos.

“São vários jogos. Um deles é para fazer gol, o outro é para jogar as maçãs no centro do alvo, o outro é para abrir caminho para os passarinhos escaparem e assim por diante”, comenta Pereira.

Recém-iniciado ao tratamento, Thiago Gabriel Carvalho Geraldo, 5 anos, já tem suas preferências. Ao entrar na sala, ele pede logo para fazer gols e, com os olhinhos brilhando, chama a avó Cleonice de Oliveira Geraldo, para ver seu desempenho.

Primeiro, a fonoaudióloga ensina o som que será usado no jogo e mostra como ele deve ser produzido. Em seguida Thiago assume o microfone e inicia a partida. Quando o som sai fraco, a bola não atinge o gol (ou alvo). E se ele sai forte demais, a bola passa por cima da trave. Em poucos minutos, o paciente consegue identificar a forma correta de usar a voz.

“Nós gravamos todas as sessões. Na próxima, vou mostrar a ele quantos pontos ele fez na primeira semana e ele vai tentar fazer mais gols. É uma forma lúdica de incentivar a prática dos exercícios. Inclusive em casa, pois ele quer chegar melhor na próxima sessão para marcar mais pontos”, comenta Pereira.

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