O coordenador da subsede de Bauru da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Duílio Duka de Souza, afirma que a entidade não aprova o acordo firmado pela Prefeitura Municipal para o pagamento da dívida de R$ 14,7 milhões com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). “O fato do prefeito Nilson Costa (PTB) tomar uma decisão destas sem consultar os organismos que são porta-vozes da população bauruense é no mínimo uma atitude oportunista e eleitoreira”, declara.
Souza comenta que a CUT deve promover atos de protesto na Câmara Municipal e em outros locais da cidade para forçar a revisão da decisão. “É muito bonito você ir a um restaurante, se oferecer para pagar todas as despesas dos seus amigos e depois mandar a conta para outra pessoa. Por isso, a população tem que se revoltar, pois não pode pagar pela irresponsabilidade do prefeito atual”, observa.
Sinserm
A dirigente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), Eliane Koti, também apresenta a indignação da categoria com o acordo para o pagamento da dívida. Ela ressalta que o sindicato lamenta que situações sem transparência como esta continuem ocorrendo na administração municipal.
“O poder público tem de ser transparente, mas ultimamente só temos visto comprovações de que as coisas são feitas ilicitamente. Infelizmente, é mais um fato para que a população bauruense e o servidor público acordem. Não é possível fazer a manutenção de um governo que continua fazendo as coisas sem nenhum traquejo político nem organização financeira”, diz Koti.
A dirigente do Sinserm comenta ainda que a categoria se preocupa que a administração municipal assuma mais uma dívida milionária e os servidores tenham seus vencimentos prejudicados. “Não sabemos de onde a prefeitura vai tirar dinheiro para pagar mais uma dívida deste tamanho”, finaliza.