Bairros

Para prefeitura, triagem é desnecessária

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Para o chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antônio Sérgio Marsola, não é necessário criar em Bauru um centro de triagem de migrantes.

“Nunca apareceu a necessidade de uma central de triagem. Não é grande a quantidade de pessoas perambulando pelas ruas. As pessoas que ficam são atendidas por entidades. Não há uma grita que enseje essa criação”, argumenta.

Marsola considera “normal” a grande quantidade de pessoas em Bauru provenientes de outras cidades e que engrossam a comunidade carente do município. “São pessoas que vieram de outras regiões e que procuram a cidade grande. É normal”, avalia.

A alternativa, na visão do chefe de Gabinete, é erradicar as favelas. “Queremos fazer isso através de mecanismos que estão sendo discutidos no Plano Diretor. Vamos verificar áreas desocupadas para onde essa população pode ser transferida”, expõe.

Marsola afirma que a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) está mapeando a periferia de Bauru e colhendo dados referentes aos locais em que as famílias estão instaladas, sobre a composição familiar e as atividades que os moradores exercem, entre outros aspectos.

“Não dá para conter o fluxo migratório. A gente tenta controlar através da atuação da Sebes no mapeamento das famílias e não permitindo novas ocupações de áreas. Não queremos criar atrativos para que mais pessoas se instalem em áreas de risco e o estudo de remoção de pessoas dessas áreas já está sendo feito”, justifica.

O chefe de Gabinete afirma, ainda, que não há nenhuma proposta formalizada na Prefeitura de Bauru para criação de um centro de triagem de migrantes. “Não existe nenhum projeto de central de triagem. Quando acionada, a Sebes faz o controle”, insiste.

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