Regional

Troca de experiências durante a viagem funciona como terapia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Para a professora estadual Lúcia Helena Moço Leuteville Oliveira, 49 anos, que viaja há dois anos no ônibus de estudante para lecionar em Bauru, a viagem é sempre cheia de surpresas boas. “Quase todos já foram meus alunos e aproveitamos o tempo para trocar idéias e discutir matérias escolares.”

O relacionamento entre professora e ex-alunos está tão afinado que na meia hora da viagem ela consegue até dar opinião sobre problemas pessoais. “As jovens me procuram para saber como agir em determinada situação. Ou sobre algum trabalho escolar. É muito saudável a nossa relação.”

Maria Fernanda Barbarelo é professora municipal do Distrito de Jacuba e pelo segundo ano viaja no ônibus de estudantes. Ela leciona e viaja só até Jacuba. Mesmo assim, faz muitos amigos no ônibus. “Viajo no ônibus das 11h40 e procuro tirar dúvidas e ajudar nos trabalhos escolares dos estudantes.”

Para uma estudante de Artes Cênicas da USC, que viaja todos os dias de Torrinha para Bauru, o tempo da viagem é usado para terapia. “Quando temos algum problema compartilhamos com os amigos do ônibus, até com o motorista. Cada um dá uma opinião e aquele que está sofrendo encontra a solução mais viável.”

Ela acha que a viagem é cansativa, mas em conjunto, os estudantes amenizam com eventos. “Na sexta-feira, quando todo mundo já está cansado de viajar, fazemos uma festinha na volta. Cada um compra um pouco de salgadinho e retornamos com muita alegria.”

A estratégia também é adotada no ônibus que chega em Bauru de Santa Cruz do Rio Pardo, conta a estudante Aline Rodrigues Jácomo, que faz Tradução na USC. “Na sexta-feira promovemos uma festa no coletivo”. Salgado e refrigerante com muita alegria são os ingredientes da festa.

Para Cristiane Cavalari e Alessandro Locatelli, ambos estudantes da USC, a convivência durante a viagem é suficiente para tornar os desconhecidos, verdadeiros amigos. “A convivência é muito saudável. As pessoas se tornam mais prestativas. A relação fica mais forte.”

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