Uma reunião, realizada anteontem de manhã, na Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) Professor José Romão, no Núcleo Nova Bauru, causou apreensão entre mais de 60 famílias do bairro. Elas obtiveram na Justiça, através de liminares o direito de não pagar as últimas quatro prestações de suas residências construídas pela Sat Engenharia, mas estão preocupadas em ter de quitá-las agora.
A reunião foi marcada pela Rio Branco Factoring, empresa que presta serviços à Sat Engenharia, na última semana de abril através de um comunicado endereçado a todos os mutuários com contrato pela Sat. Nele, a Rio Branco informava que o encontro tinha o objetivo de discutir uma eventual composição dos valores devidos por possíveis inadimplentes.
O conteúdo do comunicado assustou os moradores, principalmente os beneficiados pelas liminares que suspenderam a cobrança das últimas quatro prestações de alguns mutuários.
É o caso de Valter Manuel Cardoso, que revoltou-se com a situação. “Não podemos ser cobrados por uma dívida que não existe. Mas, se perdemos na Justiça o direito de não pagarmos, deveríamos ter sido avisados antecipadamente e não através dessa reuniãoâ€, protestou.
A possibilidade dos moradores que obtiveram liminar ter que pagar as últimas quatro parcelas existe. A 6ª Vara Cível julgou improcedente um dos pedidos dos mutuários de não serem cobrados nas quatro prestações e, ainda, os condena a pagarem as custas judiciais, as despesas processuais e os honorários advocatícios.
A reportagem do JC entrou em contato com o advogado Célio Eduardo Parise, que presta serviços à Rio Branco Factoring, para falar sobre o assunto. Entretanto, Parise afirmou que só se manifestaria a respeito após analisar o caso com a Sat Engenharia, a Rio Branco Factoring e os próprios moradores.