A máscara esperançosa do governo petista está perdendo o brilho. Antes, o otimismo, agora a decepção de milhões de eleitores brasileiros. Naquele outubro vermelho, a esperança quis tomar o medo pela frente de batalha, porém, a esperança está saindo pelas portas do fundo, simplificando, uma galinha cega que cisca no hábitat dos lobos. Por ironia, os esforços empreendidos pelos governistas petistas, constituem um rol de decisões desenfreadamente impróprias para aqueles que no passado, “não tão distante” promoviam sessões de descarrego nos quatro cantos do país, satanizando FHC, seus ministros e o governo tucano, e dando ao povo, o papel da mulher de malandro.
Entretanto, já na “Carta ao povo brasileiro” publicada em junho de 2002 pelos marqueteiros petistas, a máscara do mal era previsível, não se tomariam decisões aventureiras ou populista. O salário mínimo, que no momento é o assunto mais discutido e que está na raiva dos trabalhadores, é um dos motivos para decepções. Para um governo que “prometeu” dobrar o salário mínimo, torna-se mais um acontecimento para o folclore brasileiro. Relembremos a lenda do Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mal. Lula, por maiores que fossem as suas (partido) intenções, perceberam que há diferenças em ser oposição e estar na posição, e no alvo das críticas.
O pessimismo é notório, alguns cadavéricos da política acreditam que Lula não irá completar o mandato. Nem realizar as promessas de campanha - dobrar o salário mínimo, criação de 10 milhões de empregos e blá-blá-blá. Mas, apesar de tudo, de uma hora para a outra Luiz Inácio Lula da Silva fará os críticos dobraremos joelhos e os pessimistas engolirem o próprio veneno.
Organizadas as estruturas do país, estas corruptas e viciosas, veremos um denominado espetáculo do crescimento, mesmo que tarde. Valerá por ter acreditado naquele outubro vermelho, ou seja, ter concedido a minha confiança principalmente para Lula, Mercadante e os não eleitos Tuga Angerami e Roque Ferreira. Não foi sonho de utopista ou subversivo de um socialismo utópico, foi acreditar no humanismo e, além, nos próprios sonhos.
Alberto Redondo - RG 30.31.462-0