Bairros

600 ruas de terra serão asfaltadas

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 4 min

O prefeito Nilson Costa (PTB) assinou, ontem à tarde, contrato com as três empresas que serão responsáveis pelo plano de asfalto comunitário de Bauru. O município investirá R$ 5,1 milhões nas obras e tentará pavimentar cerca de 600 ruas de terra de cinco setores da cidade, mas só serão beneficiadas as vias em que houver adesão de pelo menos 75% dos moradores.

A partir da publicação do acordo no Diário Oficial do Município (DOM), as empresas H. Aidar Pavimentação e Obras Limitada, Fortpav Pavimentação e Serviços Limitada e Jaupavi Terraplanagem e Pavimentação Limitada estarão autorizadas a percorrer os bairros para negociar com os moradores. O prazo para conclusão das obras é de um ano.

Nilson alega que o plano de asfalto comunitário foi assinado há menos de oito meses do final de seu mandato por problemas de atraso na licitação. “Nós enfrentamos muitas dificuldades para realizá-la. Além disso, tentamos fazer a pavimentação comunitária nos Altos da Cidade, há dois anos, mas não conseguimos número mínimo de adesões. Alguns contratos chegaram a ser feitos em outros bairros, mas em pequena escala”, diz.

O prefeito acredita que ainda é cedo para projetar se o plano terá bons índices de adesão por parte da população. “É difícil calcular, porque você vai encontrar famílias que querem pagar à vista e aquelas que irão pedir 12 ou 24 meses”, comenta.

O secretário municipal de Obras, José Angelo Padovan, concorda, mas está otimista. “Como não se faz asfalto há muito tempo na periferia, tem muita gente ansiosa por ele e eu acredito que teremos um ótimo índice de aceitação”, projeta.

Questionado sobre o fato de uma das empresas que venceu a licitação, a H. Aidar, ter sido citada pelo ex-secretário municipal de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, em conversa telefônica com o vereador João Parreira (PSDB), como integrante de um esquema de favorecimento a partir do projeto de asfalto comunitário, Nilson demonstrou irritação. “Se essas empresas que estão aqui passaram pelo crivo e puderam participar da licitação, é porque estão com seus balanços em perfeita ordem”, declarou.

Segundo os representantes das empresas presentes à assinatura do contrato, o valor que os moradores que aderirem ao asfalto comunitário terão que pagar irá variar de acordo com as características da rua a ser asfaltada, mas estimam que o custo do metro linear ficará em torno de R$ 150,00, o que indica que cada morador terá que desembolsar, aproximadamente, R$ 1,5 mil.

Quem optar pelo plano irá negociar diretamente com as empresas, que farão o serviço e ficarão responsáveis pela cobrança. Juntas, elas pretendem investir até R$ 15,3 milhões na pavimentação.

Nas ruas em que o asfalto for implementado, a prefeitura irá pagar às empresas a parte dos moradores que não aderirem ao plano e, posteriormente, se encarregará de cobrá-los.

Em alguns bairros, os moradores já realizaram assembléias para tratar do assunto. Na quadra 8 da rua Antônio Manoel da Costa, no Jardim Carolina, por exemplo, a adesão já foi acertada. “Temos muitos buracos aqui e não dá nem para passar com o carro”, conta a dona de casa Sara Aparecida Scarelli, que está disposta a pagar pela pavimentação.

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Pontos do programa

Segundo a administração, o plano para asfaltar até 600 quadradas foi elaborado com base no cadastro imobiliário físico da prefeitura. Para evitar conflito e reclamações, o plano comunitário não será aprovado para a pavimentação isolada de uma determinada quadra no meio de outras, de terra.

Durante a fase de realização da licitação, o então secretário municipal de Obras, Jorge Monteiro, adiantou que a aprovação da obra dependeria da adesão ao longo da extensão de uma mesma rua.

A fiscalização das obras fica sob a responsabilidade da secretaria. Cabe ao setor de obras acompanhar a execução do serviço e atestar a qualidade. A empresa vencedora da licitação também terá que apresentar amostras do asfalto para verificação por meio de ensaios de laboratório.

A H. Aidar foi a primeira colocada para o setor que compreende a região da Vila Zillo e Aviação. A empreiteira Fortpav está classificada para duas regiões, na área que abrange bairros como Vila Engler, Galvão, Geisel e Ferradura Mirim e na região do Jardim Eldorado, Santa Luzia, Flórida e Colina Verde.

A empresa Jaupavi vence para o setor que inclui Parque São Geraldo, Santa Edwirges, Andorfato e Jaraguá, além do Parque Viaduto, Parque das Bandeiras e Vila Pacífico. Todos os bairros adjacentes a essas regiões podem ser contemplados com o programa. (Nélson Gonçalves)

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