Saúde

Terapia tem exemplos de sucesso e de não adaptação

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A ginecologista de Bauru Carla Lambertini Bonjorno diz ser totalmente favorável à terapia hormonal. “Está comprovado que ela traz vários benefícios para a mulher. O problema é que só os efeitos maléficos ganham destaque e são divulgados”, argumenta.

Segundo ela, a informação distorcida também contribui para a instalação da polêmica. “A mídia divulgou um estudo cujos resultados indicavam aumento de 50% no risco da mulher desenvolver câncer de mama usando terapia hormonal. A maior parte das pessoas entende que metade das usuárias de hormônio vai ter câncer e não é isso”, destaca.

“Esses 50% referem-se ao risco. Se o risco era de um caso em cada 1.000 mulheres, um aumento de 50% significa que será um caso e meio para cada 1.000 mulheres. Entendendo isso, você percebe que não é um aumento tão assustador”, exemplifica.

A médica afirma que, não havendo contra-indicações, ela é totalmente favorável à terapia hormonal. “Tanto sou a favor que minha mãe faz reposição há 13 anos e encontra-se superbem, com acompanhamento semestral e uma vida totalmente normal”, garante.

A dona de casa Francisca Ribeiro Lambertini confirma. Ela conta que iniciou a reposição por via oral, sob orientação da filha, aos 47 anos, no início do climatério. “Sempre estive muito bem. Nunca tive reações negativas e nunca senti os sintomas da menopausa. Claro que cada caso é um caso, mas se for para ter uma qualidade de vida como a minha e sem contra-indicações, eu recomendo”, garante.

Ressalva

Mas nem todas as mulheres adaptam-se tão bem. A cirurgiã-dentista Elisabeth Canarim, 55 anos, conta que experimentou diversos tipos de hormônio, em diversas vias de administração (oral, adesiva e em gel), mas todas resultaram em reações adversas.

“Eu apresentava edemas (inchaços), irritabilidade e todos os outros sintomas da tensão pré-menstrual. Insistia três a quatro meses, as reações eram sistemáticas e eu parava. Tentava outro medicamento e as reações se repetiam. Por fim, optei por não fazer a reposição hormonal, até porque eu não sentia os sintomas do climatério. Mesmo assim, faço o acompanhamento regularmente para garantir que está tudo bem”, comenta.

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