Turismo

Na baixa temporada

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Quem pretende conhecer Madri (e de lá dar um pulo a outros países europeus) pagando menos, deve aproveitar a hora. Até 20 de junho, as companhias aéreas e os hotéis têm tarifas reduzidas, pois consideram o período como baixa temporada.

A CVC é uma das operadoras que vem investindo em roteiros conjugados envolvendo Madri-Portugal e França. Um pacote de nove dias e sete noites para Madri, com embarque nos dias 4, 11 e 18 de junho, está custando US$ 1.398 por pessoa. Inclui passagem aérea em Airbus da TAM, hospedagem em hotel de categoria turística e passeios aos principais pontos turísticos da Capital madrilenha, incluindo a Praça Cibeles, Palácio Real, Porta de Alcalá e Praça Maior. Além de cupons de desconto para o Corte Inglês, um dos maiores magazines da cidade.

O pacote conjugado com Paris tem preços a partir de US$ 1.548 e Madri-Andaluzia e Portugal (Lisboa e Fátima) por US$ 1.528.

"Fiestas" e "siestas"

Madri é famosa pelos “tapas” (porções), pelas touradas, pela sangria (bebida à base de vinho) e também pelas festas.

Depois do almoço, onde a exemplo da Itália, pede-se o primeiro, o segundo e o terceiro prato, a grande maioria dos mortais vai descansar.

É a chamada “siesta”, período de duas horas destinado a repor as energias. Aqui no Brasil, é o cochilo da “barriga cheia”, comum nas cidadezinhas do Interior e no Nordeste.

Para os madrilenos, a “siesta” é fundamental. Como os bares, restaurantes e casas noturnas funcionam madrugada a dentro, há necessidade de um repouso no meio do dia para garantir o pique necessário para acompanhar as baladas da “dama da noite”, como a Capital é conhecida.

Madri é famosa por ter as noites mais animadas de toda a Europa. Por suas amplas, limpas e arborizadas avenidas circulam jovens de idade e de espírito, livres, leves e soltos, como se atentado algum ou ditadura alguma tivesse abalado seus alicerces.

Um trunfo dessa gente que consegue melhorar ainda mais, apesar de tragédias e provar ao mundo que a vida existe para se viver.

Rumo às praças

Madri é uma cidade aconchegante. Surpreendente até para quem está acostumado com o corre-corre da São Paulo desvairada.

Lá, o tráfego flui e é gostoso andar a pé por suas amplas avenidas e praças repletas de chafarizes. A Praça da Espanha, Porta do Sol, Praça de Cibeles, Praça Colón, Porta de Alcalá, Gran Via e Praça Mayor são apenas alguns pontos obrigatórios de passeio.

Mas não há compromisso de roteiros pré-estabelecidos estando-se em Madri. O simples fato de se acordar numa atmosfera tão agradável já valerá a visita mesmo que você se hospede num modesto “hostal”(como as pensões familiares lá são chamadas).

Um simpático, limpo e correto é o administrado por dona Carmem, na Gran Via, 15, no coração da cidade. Muitos bauruenses já dormiram em seus macios lençóis.

Fica no centro de agito para as incursões à Norte, Sul, Leste e Oeste com direito a paradinhas estratégicas de bar em bar para petiscos ou no Museu del Jamón, onde come-se o melhor presunto da terra de Cervantes.

Há várias filiais do Museo del Jamón espalhadas pela cidade que expõe presuntos imensos como se fossem objetos de arte. Um endereço legal é o Calle Atocha, 54 (00-34-91-369-2204), entre as praças Mayor e Santa Ana.

Subindo pela Gran Via chega-se a um dos símbolos da Capital: a Plaza Puerta del Sol, o marco zero da cidade, que ostenta a escultura Oso y el Madroño e é repleta de gente e de palomas brancas (pombas).

Chega-se à Plaza também via metrô: basta descer na estação Sol. Estando lá, caminhe sem pressa, entre nas lojas, no Corte Fiel, no Corte Inglês, nas igrejas e se dirija a Plaza Mayor, outro cartão-postal madrilenho, cercado por um edifício idealizado pelo mesmo arquiteto que construiu o Museu do Prado, Juan de Villanueva, com arcos, e uma das faces da fachada com afrescos no estilo barroco.

Pare para tomar sem pressa um caña (cerveja) acompanhada de calamares (lulas), num dos barzinhos do páteo. Compre artesanato ou simplesmente observe o “transetê” local.

À tarde, dentro da praça, são montadas barraquinhas que vendem de tudo: de camisetas do Real Madri a meias de lã. Quem quiser comprar “ souveniers” também pode arriscar uma parada numa das lojinhas em torno da Puerta del Sol e Plaza Mayor, que têm preços justos.

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A velha muralha e o Palácio Real

Na confluência das calles (ruas) Bailén e Mayor estão as ruínas da Muralha Árabe, datada do século 12 (o ponto de fundação da cidade conquistada dos mouros por Afonso VI de Castela), a Catedral de Almudena e o Palácio Real (00-34-91-542-6947).

Trata-se do quadrilátero mais antigo da cidade, ponto de atração para turistas ligados na história da monarquia.

O Palácio Real chega a receber 1 milhão de visitantes por ano. Gente que quer conferir parte dos aposentos - ao todo são 2.840 cômodos em seis andares - que no passado abrigaram reis e rainhas e a maravilhosa coleção de obras de arte que conta com pinturas de Goya, Caravaggio, Velázquez e Bosco, entre outros.

O palácio é aberto para visita de segunda a sábado, das 9h30 às 17h e aos domingos e feriados, das 9h às 14h.

Hoje, sedia as recepções da família do rei Juan Carlos I, que reside no palácio de la Zarzuela, a cerca de seis quilômetros dali.

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