Pesca & Lazer

Entreposto é considerado prioridade para pescadores

Por Renata Gobatti | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

O gerente regional Norte da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, Miriquinho Batista, esteve em Tucuruí pela oitava vez para uma reunião com equipe da Eletronorte. Na pauta estava a criação dos dois entrepostos pesqueiros, um no município e outro em Jacundá, que devem atender a demanda de 15 colônias de pescadores do araguaia-Tocantins.

Segundo ele, a reunião foi considerada boa, já que ficou acertada a presença de engenheiros da secretaria que deve iniciar o trabalhoem breve, para confeccionar projeto arquitetônico da unidade, juntamente com outros engenheiros da estatal. “Queremos fazer estes entrepostos com a máxima urgência, que é prioridade zero do governo Lula. Como demoraram entregar o projeto, assumimos o compromisso”, afirma Miriquinho.

A expectativa é que em 30 dias o projeto esteja concluído, devendo ser iniciadas as obras na presença do gerente regional. A viabilidade econômica das obras já está sendo garantida pela Secretaria de Aqüicultura e Pesca e parte pela Eletronorte, “que já se colocou à disposição”, garante o representante do governo federal. “É decisão do governo Lula que vai sair”, enfatiza.

Para Antonio Nunes, da Central de Colônias da Bacia do Araguaia-Tocantins (Cecoat), a reunião demonstra que os trabalho darão segmento e que os dirigentes dos pescadores confiam na Secretaria. “Eles vieram para dar mais segurança para a gente”, afirma Nunes se referindo à equipe de Miriquinho.

O gerente regional Norte lembra que a construção do entreposto faz parte da Política Pesqueira que está sendo discutida com a categoria, que visa melhorar a vida econômica e social dos pescadores. Na unidade, seria feita a pré-industrialização do pescado, agregando mais valor ao produto e dando a ele um “selo de qualidade”.

“O tratamento do peixe passa a ser melhor e mais bem aproveitado. Sem a pré-industrialização, o preço do peixe sai bem menor para o pescador”, explica. Para o futuro próximo, também estarão sendo trabalhados outros produtos do pescado e não apenas a carne. Um exemplo é o couro, que possui um mercado praticamente novo, de muito potencial, com empresários do Pará e outros Estados interessados na produção local.

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