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Droga: quanto desespero!


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Em regiões sertanejas do País vem proliferando abusivamente o cultivo de ervas tóxicas, entre as quais a maconha. A Polícia Ambiental está agindo com rigor, eliminando as plantações e não deixando impunes os respectivos produtores, conforme vêm veiculando os meios de comunicação. Estes dias, a TV mostrou áreas imensas devastadas pelos denodados policiais no Piauí, Maranhão e Amazonas e, de permeio, inutilizadas através de irreversíveis queimadas, mas nas zonas urbanas vão surgindo, sem muita contestação, produções industriais e domésticas, estas formadas por adolescentes e jovens de várias idades. O que resulta disso é o derrame sem freios dos mais diferentes tipos dos venenos, que circulam avultadamente em caminhões, peruas e outras conduções, e, juntamente com os estoques ocultos em esquinas e lojas, superlotam os mercados.

Não apenas o ininterrupto crescimento do consumo vem preocupando as autoridades porque o problema está se disseminando perigosamente entre a juventude e, então, gerindo riscos que o agravam sobremaneira, afetando de qualquer maneira os pais e parentes, cujo bem-estar se esvoaça totalmente, mudando sua tradicional fisionomia afetuosa em uma autêntica tragédia familiar. O que a mídia registra a todo instante de situações que filhos drogados criam para seus genitores é de penalizar, porquanto acabam ocasionando sérios problemas sociais, como suicídios, prisões, doenças e desespero de papai e mamãe. Convenha-se, porém, que nem todos os casos procedem das más companhias da garotada. A maioria é resultante até mesmo de facilidades geradas no recesso das próprias famílias, casos específicos de pais dados à embriaguez, aos jogos ilícitos ou a aventuras amorosas, assim como mães levianas e casais que vivem em clima de guerra e se separam, não dando aos meninos e meninas a assistência do amor que corrige as falhas educacionais.

Têm-se aí situações que não podem ser olvidadas pelas famílias, eis que arrastam muitos jovens para fugas espirituais e físicas no sentido dos tóxicos. Poderia ser unicamente isso, mas há também as circunstâncias dos genitores que se empenham em realizar todos os desejos e caprichos dos filhos por muito absurdos que possam ser, o que constitui mais uma contribuição para o desvio de conduta da garotada. Uma pista correta seria recorrer-se à orientação dos que possam abrir os olhos dos genitores, como médicos, psicólogos, sacerdotes e orientadores, os quais tenham condições de assegurar que os lares de cada um sejam sempre paraíso de boas companhias para os menores impúberes, que não podem ser olhados pelos adultos como clientes das cadeias e demais prisões e, sim, fibras autênticas de seus corações. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Como conseguem os homens discernir os aspectos do céu e da terra? E por que não discernem também o tempo presente? (Romanos 1.30)

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