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Ambulantes também preocupam PM

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto o catador de materiais recicláveis Carlos Eduardo Alves da Costa carregava uma carcaça de Brasília sobre seu carrinho, ontem à tarde, diversos motoristas tiveram de reduzir a velocidade e dar passagem ao rapaz. A reação não era de irritação, mas de surpresa por conta da inusitada situação. No entanto, é comum aos motoristas serem surpreendidos pelos carrinhos circulando à noite sem qualquer sinalização luminosa pelas vias de Bauru.

O aumento do número de catadores de material reciclável e de carrinhos de propulsão humana no trânsito da cidade também é motivo de preocupação da Polícia Militar (PM). O comandante da 4ª Companhia da PM, capitão Nelson Garcia, responsável pela segurança do trânsito, concorda que eles representam um problema social, antes de serem um obstáculo para os veículos.

“Normalmente, eles já transitam em vias de menos movimento e em horários mais calmos, à noite ou no raiar do dia. Mas os policiais orientam que eles não passem por ruas muito movimentadas, onde terão dificuldade em trafegar. Os veículos de propulsão humana têm de andar do lado direito, sempre próximo à guia, para não causar ou ser vítima de acidentes”, explica.

Segundo Garcia, seria ideal que os carrinhos recebessem adesivos refletivos e que os ambulantes pudessem usar roupas com cores chamativas durante o dia, ou coletes refletivos no período noturno. “Porém eles não têm poder aquisitivo para comprar esses equipamentos. Alguma empresa poderia fornecer isso a eles, quando a associação estiver organizada. Nós da PM também estamos à disposição para realizar um curso de trânsito para os catadores, sobre legislação, como se deslocar, como melhorar o carrinho. Afinal, esse é um problema social e pode ser feita alguma coisa para melhorar a vida e as condições dessas pessoas”, finaliza.

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