Tribuna do Leitor

Servidores estaduais


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Numa propaganda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), antraz dos aposentados, o governador Geraldo Alckmin dizia que estava preocupado com as pessoas.Palavras infelizes. Talvez querendo aparecer bem perante a mal informada opinião pública.Tentando mostrar austeridade, o senhor governador não deu até hoje um reajuste condigno aos servidores, aposentados e pensionistas. E ignora totalmente as dificuldades que está causando. Acho que o senhor governador não está sabendo distinguir austeridade de perversidade, pois com austeridade se faz justiça social, já a perversidade causa uma série de prejuizos morais e financeiros. Quando servidores, aposentados e pensionistas reinvindicam reajuste de salários, o senhor governador apela para a Lei de (ir)Responsabilidade Fiscal. Entretanto, nunca se viu no governo uma campanha para aumentar a arrecadação, para cobrar os devedores de impostos ou combater a sonegação.

Para encobrir a incompetência e a perversidade, é que foi criada essa Lei de Responsabilidade Fiscal. Lei injusta porque prejudica servidores, aposentados e pensionistas. Teria uma certa justeza se atingisse também o salário do presidente, dos senadores, dos governadores, dos deputados estaduais e federais, dos prefeitos e vereadores, que sempre reajustam seus salários com polpudos aumentos, na calada da noite. Portanto, essa lei é irresponsável, demagógica, ditatorial e protetora de incompetentes e perversos. Negando reajustes, o senhor governador está tirando aos poucos a dignidade, a cidadania, o respeito e o direito de ter conforto, principalmente de aposentados que pagam os mesmos impostos que todos pagam. Perversidade dá votos, austeridade não.

Negando rejuste digno, caracteriza o abuso, o terrorismo psicológico. Há alguns anos, muitos deputados defendiam servidores, aposentados e pensionistas, não deixavam prosperar a perversidade. Hoje, se preocupam mais com o “toma lá dá cá”. Já está na hora do senhor governador assumir tudo o que se refere ao Estado e não parte dele. Quando o senhor sovernador assumiu o governo sabia que teria que cuidar dos servidores, aposentados e pensionistas e não da lei de irresponsabilidade fiscal. Aqui, cabe muito bem o texto de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. Encerro com a seguinte frase: “Não adianta dizer-se honesto se não praticar a honestidade”. Grato pela publicação desta.

Haroldo Tessari - R.G. 3.437.574-0

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