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Trabalhador da Saúde deve parar hoje

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Trabalhadores do setor público da Saúde marcaram para hoje uma paralisação de 24 horas em Bauru para engrossar o movimento grevista que já ocorre em várias cidades do Estado. A sede local do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo prevê adesão parcial, já que o atendimento de urgência será mantido em locais como o Instituto Lauro de Souza Lima. A categoria pede, entre outras coisas, reajuste salarial de 30%.

De acordo com a presidente do sindicato, Mariuze Inês Pereira Miranda, a intenção é reunir os manifestantes em frente à sede da Direção Regional de Saúde (DIR-10), às 8h, para então sair em passeata. O atendimento deve ser paralisado no Instituto Lauro de Souza Lima - onde o efetivo mínimo de 30% será mantido de plantão, conforme exige a lei -, Ambulatório de Saúde Mental (para o qual se prevê adesão de 100% dos funcionários), Ambulatório de Especialidades, Instituto Adolfo Lutz e no Instituto de Atendimento Médico ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

“Na concentração em frente à DIR-10, para a qual esperamos também a participação de aposentados do setor, faremos uma manifestação para explicar à população os motivos da paralisação e, em seguida, pretendemos seguir em passeata até o Banco de Sangue. Os trabalhadores que puderem e estiverem em condições doarão sangue. Com exceção do Lauro de Souza Lima, para os outros institutos que participarão do ato nós estamos esperando adesão quase total”, diz Mariuze.

Segundo ela, além do reajuste salarial, a categoria também reivindica contratação de funcionários por meio de concurso público, regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas semanais para todos os trabalhadores e implementação do plano de carreira, entre outros itens que compõem a pauta.

“Nós estamos há quase dez anos sem aumento real de salário. Quanto às contratações, todas as unidades de Saúde de Bauru e do Estado estão com defasagem de funcionários, já que conforme os antigos foram se aposentando não houve reposição. O que tem ocorrido é que o governo tem feito alguns contratos, mas que não dão garantia nenhuma ao trabalhador. Eles trabalham por um ano e, quando vence o contrato, nem sempre é renovado. Com essas manifestações, estamos também defendendo os direitos dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde)”, observa a presidente do sindicato.

De acordo com Mariuze, após a manifestação de hoje a categoria vai aguardar a realização de uma assembléia marcada para o próximo dia 21, em São Paulo, quando serão definidos os novos rumos do movimento dos trabalhadores públicos da Saúde.

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