Li, com atenção, a carta do senhor Munir Zalaf, publicada na edição desse prestigioso jornal, no dia 16 p.p., e fiquei estupefato com algumas afirmações do ilustre senhor: “eleitor velhaco”, “que vende seu voto”, “voto burro”, “picaretas dos cheques sem fundos”, etc! Afirmou o missivista que “são tantos os candidatos pré-anunciados para a prefeitura, tantos os candidatos à vereança, que milhares de votos serão desperdiçados em nomes sem qualquer expressão, talento ou idealismo...”. Me parece (permita-me o senhor Munir o uso da próclise e não da ênclise, como seria o certo. É que a mim me falta um pouco de letra por não ser de academia) que o senhor cometeu uma extrapolação (para não dizer incongruência), já por emitir conceito errôneo, já por igualar pessoas conhecidas e de bem com desconhecidas e desonestas. Todos os pré-candidatos divulgados pela mídia são cidadãos honestos e de conduta ilibada. Conheço-os todos. Vejamos: Antônio Carlos Barbosa, Antonio Sérgio Marsola, Caio Coube, Clodoaldo Gazzetta, Estela Almagro, Luiz Carlos Valle, Renato Purini, Sandro Fernandes e Tuga Angerami. Todos os prefeitáveis supracitados já demonstraram seu amor por Bauru. Estão todos em pleno gozo de seus direitos políticos, então, por conseqüência, podem ser candidatos. Não quero, sobre o assunto, vislumbrar, mas será que se estaria lançando um novo modelo político? Aristocrata? O povo dividido em castas? A cidadania é um direito de todos...
José Perea Martins - RG 3.571.804