Política

Dudu Ranieri confirma candidatura

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O tabuleiro político-partidário de Bauru para as eleições municipais começa a clarear. Depois de Caio Coube (PSDB) anunciar na quarta-feira que seu vice será Fernando Monti (PL), ontem foi a vez do vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL) confirmar, após muitas especulações, que vai mesmo disputar a prefeitura. No momento, a cidade já tem 11 pré-candidaturas a prefeito anunciadas.

Com a movimentação de Dudu no tabuleiro político, o jogo para a escolha de vices começa a ficar sem opção. O pefelista sempre defendeu que o partido deveria caminhar para uma aliança, ofecerendo nomes à vaga de vice. Mas foi convencido por amigos e militantes a lançar seu nome na cabeça de chapa.

É mais uma baixa na escassa lista de indicações para vices. Além de Dudu, já anunciaram que vão disputar o Palácio das Cerejeiras Tuga Angerami (PDT), Luiz Carlos Valle (PSB), Clodoaldo Gazzetta (PV), Sandro Fernandes ou Iraci Borges (PSTU), Renato Purini (PMDB), Caio Coube (PSDB), Antonio Sérgio Marsola (PPS), Antonio Carlos Barbosa (PHS) e Estela Almagro (PT). O Prona também prepara-se para lançar candidatura própria.

A extensa lista de cabeças de chapa vai obrigar os partidos a encontrar solução doméstica para ocupar a vaga de vice. A chapa de Dudu está incluída nesta situação, assim como o PSB, o PV, o PT e o Prona. A exceção fica para o PDT - que tem como opção o PP -, o PMDB - aliado do PCdoB -, o PPS - que tem o PTB como parceiro certo - e o PHS - com vários pequenos partidos na sua órbita. O PSTU já anunciou que irá sozinho para a disputa.

"Pé no chão"

Dudu Ranieri caminha para a disputa com uma experiência de 23 dias no comando da administração municipal. Em setembro do ano passado, ele assumiu a prefeitura após a cassação de Nilson Costa (PTB). “Tenho o pé no chão porque sei como está a situação financeira da cidade. Mas não há segredo para se administrar. Basta saber duas operações: adição e subtração”, garante o pefelista.

Ele diz que a questão da escolha do vice para a composição da chapa majoritária não lhe deixa apreensivo. O vice-prefeito ampara sua afirmação na última eleição municipal, realizada em 2000.

“Me lembro muito bem do clima que antecedeu as vésperas da formação das chapas à prefeitura. O PFL fechou com o PPS um dia antes de sua convenção. No dia anterior, havíamos conversado com o PSDB”, relata.

A aliança PPS/PFL saiu vitoriosa nas urnas de 2000, reconduzindo Nilson Costa para um mandato de quatro anos. Dois anos antes, Nilson assumiu a prefeitura após a cassação do mandato do então prefeito Antonio Izzo Filho. Mas o casamento do PPS com o PFL durou pouco: seis meses. Nilson rompeu com Dudu e ganhou um inimigo de porte nos anos seguintes.

Mas Dudu aproveita a oportunidade para apresentar os dotes do PFL. “É um partido, em nível local, que se posiciona sobre todos os acontecimentos políticos de porte. É a segunda maior legenda do País, com o segundo maior tempo de programa de rádio e televisão. Tudo isso pesa numa composição”, observa.

O pefelista adianta, porém, que se o partido optar por uma solução caseira, sua filha, Chiara Ranieri, está fora da indicação. “Minha filha já decidiu que não vai participar da eleição deste ano”. Em 2000, Chiara disputou uma vaga à Câmara Municipal. Ficou com a segunda suplência de vereador.

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