Quase todos os nossos Estados caracterizam o dia de amanhã como o Dia do Desafio. O que é exatamente isso que há 21 anos as populações mundiais observam com um entusiasmo cada vez maior e também com um número de participantes crescendo ininterruptamente? Nasceu ele em 1983, em cidade do Canadá, onde, numa manhã de inverno - o clima canadense é fenomenal - o prefeito teve a feliz idéia de convocar os munícipes para apagar as luzes de suas casas e dar uma volta no quarteirão, não apenas para vencer o frio mas, especialmente, para modificar seus costumes quanto à prática de atividades físicas, de sorte a não se tornarem sedentários e sujeitos a doenças, notadamente coronárias.
Era a forma que o chefe do Executivo encontrara para retirar as pessoas da superada rotina, melhorando-lhes bastante a qualidade de vida, ao mesmo tempo que “privilegiando aspectos fundamentais para o convívio humano, como acessibilidade, envolvimento, diversão, segurança e diversidade, além de trazer benefícios sociais para a comunidade e para a saúde coletiva”, como frisa o diretor regional do Sesc-São Paulo, instituição que em 1995 assumiu a incumbência de coordenar o batizado Dia do Desafio em todo o continente americano e assim vai se mantendo alvissareiramente, segundo a convicção exata de que a data constitui “um passo certo para a continuidade de ações que levarão as populações a terem uma existência mais saudável, porquanto através dele desfrutam as pessoas do estímulo de caminhadas nas ruas, nos parques e nas praias”.
O Sesc bauruense, que tem significativa participação na vida citadina, colocando para seu desfrute uma série enorme e importante de serviços sociais, fundamento das válidas funções para que foi criado, está incluso no esquema, promovendo anualmente o evento com participação sempre crescente, para o que não faltam o entusiasmo e a dedicação de seu diretor e funcionários, além do apoio da comunidade. Ainda agora, indiferente ao friozinho deste inverno, está ele de mangas arregaçadas na benemérita tarefa de tirar seus filiados dos respectivos telhados e colocá-los nas artérias, que não são as das vias públicas e, sim, dos interessados em se exercitar para fugir de males físicos e mentais que estejam à sua espreita, prontos para lhes dar alfinetadas.
Merece, por isso, este 23 de maio, como os demais, a aquiescência de todos. Quem concordar que ajude a superlotar amanhã as nossas ruas, praças e avenidas com as suas salutares caminhadas. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“Coração sem inteligência é um perigo. Inteligência sem coração é um desastre. Pecam na vida aqueles que não aprendem a servir!” (R. Schneider)