Tribuna do Leitor

BAURU PEDE SOCORRO


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A anarquia não está somente nos buracos das ruas que, aliás, estão diminuindo: estão virando um só (mas enorme!). Sob a batuta de um alcaide indiferente, ficamos sabendo que a prefeitura do município multou a própria prefeitura. Como isto é possível? Ora, a prefeitura não se lembra que o prédio da Câmara Municipal lhe pertence. É que no cadastro imobiliário o imóvel consta como pertencente ao Estado de São Paulo. Aí... lascou uma multa no suposto “proprietário” do prédio e acabou multando a si mesma, chutando contra as próprias redes, fazendo mais um gol contra.

Gostaria que a administração municipal esclarecesse se o fato é real ou piada (de mau gosto, por sinal). O fato nem deveria ser estranho, pois marcar gol contra nossa cidade já se tornou uma praxe da atual administração municipal. O mínimo que a atual administração deveria fazer, na intimidade de seus gabinetes, seria deixar as perfumarias de lado e trabalhar objetivamente por Bauru.

Sabe-se que, ultimamente, as chefias e departamentos têm se ocupado com escalões inferiores do seu quadro de pessoal, espalhando o terror com supostas investigações, invadindo a vida pessoal dos seus funcionários, com o propósito de monitorar suas festas e reuniões, supondo que nessas festas compareçam garotas de “vida fácil” (nem precisa dizer que isso nunca foi comprovado); as fofocas de gabinete têm atingido os fiscais, na suposição de que esses servidores (todos de carreira) se servem do cargo para consumo de bebidas gratuitamente em bares e casas noturnas da cidade.

Como se não bastasse, a cúpula da administração municipal (composta de cargos políticos e de confiança) volta-se contra os servidores que fazem serviços particulares. É até salutar essa preocupação, mas não em fim de mandato, a toque de perseguições e ameaças, máxime se tal ocorre com o monitoramento de uns poucos vereadores que, ultimamente, se tornaram íntimos dos gabinetes do chefe do Executivo. Talvez essas mesquinharias e retaliações gratuitas expliquem o marasmo, a inoperância e o atraso que os próximos governantes municipais vão herdar da atual administração. (Ezequiel Saldanha - RG 23.493.947-3)

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