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Agrishow 2004 e a herança bendita


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A Agrishow 2004 de Ribeirão Preto (SP) revelou a face do Brasil de sucesso ao receber 156 mil visitantes e operar negócios de R$ 1,8 bilhão, sendo a maior feira mundial do gênero. Somando as feiras de Rondonópolis (MT), com R$ 1,38 bilhão, e de Rio Verde (GO), com R$ 0,5 milhão, atinge-se R$ 3,68 bilhões, mais que o dobro das vendas de 2003 no Sistema Agrishow. Esses negócios não decorrem de geração espontânea, mas de parceria público-privada. A feira surgiu uma década atrás e se desenvolveu dentro da fazenda experimental do atual Pólo Regional Centro Leste da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

A Agrishow 2004 apresentou tratores e implementos, silos, sistemas de irrigação e equipamentos que envolvem a mais avançada tecnologia mundial em bens de capital. As vendas revelam incremento da capacidade de produção brasileira, anunciando mais recordes de produção. Mas essa maquinaria que prepara o solo, irriga, colhe e armazena algum produto não tem serventia sem a genética e as técnicas de produção.

Essa moderna inovação biológica também esteve presente na feira. No espaço da Apta, existiam plantios dos novos materiais genéticos de café, cana, citros, feijão e amendoim, lavouras nas quais essa instituição da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo é líder nacional em contribuições do setor público, complementando o trabalho da Embrapa noutras culturas. A maioria das variedades de café, feijão e amendoim foi criada pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta).

O sucesso da Agrishow 2004 decorre da herança bendita do Governo FHC, que continua a produzir maiores colheitas porque semeou confiança e credibilidade no campo. A renegociação da dívida dos agricultores, tão combatida pela oposição, está no alicerce das sucessivas supersafras que estão sendo colhidas e sustentam o ímpeto do investimento dos empreendedores rurais.

O crédito de investimento dos programas de modernização da frota e da infra-estrutura sustentou as vendas da feira, as quais não seriam factíveis sem a renegociação que retirou os agropecuaristas da inadimplência, permitindo-lhes tomar crédito e investir. Destaque-se a visita do governador Geraldo Alckmin apenas com o escudo de sua credibilidade e autoridade, sem a necessidade de cerca de arame que o separasse das pessoas presentes. Sua presença ratifica a importância que o governo tem dado para o desenvolvimento dos agronegócios e para o que a Agrishow de Ribeirão Preto representa para São Paulo.

Os negócios na feira geraram R$ 126 milhões em tributos estaduais, ou seja, valor maior que os R$ 80 milhões investidos na Apta pelo governo estadual. Esses investimentos propiciam elevados retornos na produção de riqueza e na geração de receitas públicas. Ou seja, é um ótimo negócio para a sociedade e para o tesouro estatal.

O autor, José Sidney Gonçalves, é engenheiro agrônomo, doutor em ciências econômicas pela Unicamp, pesquisador científico e atual dirigente da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - Apta - da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

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