Geral

Integração exigirá cartão magnético

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 4 min

Os usários do transporte coletivo que quiserem utilizar o passe-integração a partir do próximo dia 3, data em que o sistema entrará em operação, terão que solicitar o cartão magnético junto à Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb). A tarifa diferenciada de R$ 1,90, que dá direito a andar em dois ônibus, não estará disponível para quem pagar a passagem com dinheiro ou passe de papel.

Os detalhes sobre o funcionamento do sistema estão em uma cartilha que a Transurb começou a distribuir ontem, de forma gratuita, dentro dos ônibus circulares.

O diretor de Transportes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Waldomiro Fantini Júnior, afirma que o sistema que será adotado em Bauru será totalmente eletrônico e, por isso, não será possível fazer a integração utilizando dinheiro ou passe de papel. “As pessoas precisam compreender isso”, comenta.

Segundo ele, a Emdurb está preparada, porém, para receber reclamações quanto às restrições do sistema. “Tudo o que é novo causa certa rejeição ou preocupação. Falar em informática assusta e a população tem medo. Até hoje, ouvimos depoimentos de pessoas que acham que a urna eletrônica roubou seu voto. Com o passar do tempo, esse receio irá desaparecer”, prevê.

Fantini Júnior acredita, também, que o número de usuários que optariam por pagar a tarifa integração com dinheiro ou passe de papel é muito pequeno. “Estimamos que cerca de 15% dos passageiros precisam de mais de um ônibus para se deslocar. Desse número, pelo menos metade conta com o vale-transporte e receberá o cartão magnético que será fornecido pela empresa. Os demais poderão solicitá-lo gratuitamente”, declara.

Os passageiros ouvidos pela reportagem concordam com o diretor da Emdurb. “O cartão magnético é bem mais prático e acho que está correto não poder pagar a integração com dinheiro”, afirma a ajudante geral Sônia Lélis.

O estudante Vinícius Bueno tem a mesma opinião. “Acho normal essa restrição quanto ao dinheiro”, analisa.

O passe-integração permitirá ao usuário utilizar dois ônibus para chegar ao seu destino pagando R$ 1,90, desde que ele respeite um intervalo máximo de uma hora e meia entre as passagens pela catraca eletrônica. Em algumas linhas que apresentam trajeto mais longo, esse período será de duas horas. Já a tarifa comum subirá de R$ 1,45 para R$ 1,50.

Cartilha

A cartilha que está sendo distribuída pela Transurb foi confeccionada no formato de gibi e traz uma história ilustrada explicando o funcionamento da bilhetagem eletrônica. “É uma apresentação simples e didática, que levanta as mudanças que afetarão o usuário”, destaca Fantini Júnior.

Nela, é possível saber, por exemplo, que cada usuário terá direito ao cartão magnético de forma gratuita, mas precisará carregá-lo, na primeira vez, com um mínimo de cinco tarifas comuns, ou seja, R$ 7,50. Caso o passageiro perca o cartão, terá que desembolsar oito tarifas simples, o equivalente a R$ 12,00.

A partir de segunda-feira, os usuários deverão procurar a loja de passes da Transurb, localizada na rua Araújo Leite, 9-6, para solicitar o cartão, fornecendo seus dados pessoais para serem incluídos no cadastro de passageiros.

Quem utiliza o vale-transporte receberá o cartão diretamente na empresa em que trabalha.

Os cartões magnéticos são recarregáveis e os usuários deverão procurar a loja de passes da Transurb para adquirir novos créditos. No caso dos trabalhadores, a compra será feita pelos empresários e os funcionários deverão receber a carga diretamente nas catracas eletrônicas.

Dentro do ônibus, o usuário deverá encostar o cartão magnético em um sensor da catraca eletrônica. O sinal verde indicará que ele poderá passar e um visor eletrônico mostrará quantos créditos o passageiro ainda tem.

____________________

Restrições

A cartilha distribuída pela Transurb traz também as restrições quanto à integração das linhas, que foram divididas em sete grupos. Com exceção do grupo G, as linhas de um mesmo grupo não integram entre si.

Além disso, nenhuma linha, independente do grupo, integra com ela mesma.

Após a confecção da cartilha, porém, a Emdurb alterou quatro linhas do grupo C (Santa Terezinha/Lauro de Souza Lima/Unimed - Centro, Distrito Industrial II - Centro, Vale do Igapó - Centro e Câmpus/Camélias - Falcão/ITE), que passaram para o grupo G.

A Emdurb não descarta fazer novas alterações após o início de operação do sistema. As mudanças dependerão da análise que a empresa municipal fará quando o passe-integração estiver em funcionamento.

Comentários

Comentários