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Mensagem do Bispo Diocesano

Dom Luiz Antônio Guedes
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A festa de Pentecostes terá para nós, neste ano, um sabor todo especial, pois estaremos comemorando os 40 anos da instalação de nossa diocese. O evento ocorreu na mesma festa, no dia 17 de maio de 1964, quando assumiu o pastoreio de nossa Igreja o seu primeiro bispo, Dom Vicente Ângelo José Marchetti Zioni, atualmente arcebispo emérito de Botucatu.

Estou convicto de que é uma graça especial ter o Divino Espírito Santo como titular de nossa diocese e ter ela nascido como Igreja Particular exatamente na solenidade litúrgica da vinda do Paráclito sobre os apóstolos reunidos no Cenáculo junto com Maria, a Mãe do Senhor. É o Espírito que reúne de novo os discípulos que se tinham dispersado durante a paixão do Senhor.

Ele, que é a Memória de Jesus, fortalece a fé dos discípulos, purifica as suas motivações, liberta-os do medo e os impulsiona para o testemunho. A missão eclesial tem sua fonte na missão do Filho e na missão do Espírito Paráclito. Ninguém está apto a realizá-la se não for revestido com a força do alto conforme a própria palavra de Jesus: “Agora eu lhes enviarei aquele que meu Pai prometeu. Por isso, fiquem na cidade, até que vocês sejam revestidos da força do alto”. É importante todo esforço que fazemos para organizar a evangelização. Com ele colocamo-nos à disposição de Deus à semelhança daquele menino que entregou os cinco pães e os dois peixes para que Jesus realizasse a multiplicação. Não podemos, entretanto, colocar toda a nossa confiança na estrutura que montamos, nos recursos da técnica, no dinheiro que juntamos.

Só o Espírito pode dar fecundidade ao nosso labor evangelizador. Na evangelização Igreja e Espírito devem necessariamente atuar juntos. O apóstolo São Paulo fala da necessidade de dois testemunhos para que as pessoas creiam. Por um lado o testemunho dos cristãos, agentes da evangelização. Vejam as suas palavras: “... todo aquele que invoca o nome do Senhor, será salvo. Ora, como poderão invocar aquele no qual não acreditaram? Como poderão acreditar, se não ouviram falar dele? E como poderão ouvir, se não houver quem o anuncie? Como poderão anunciar se ninguém for enviado? Como diz a Escritura: ‘Como são belos os pés daqueles que anunciam boas notícias’!” (Romanos 10, 13-15). Por outro lado, o testemunho interior do Espírito Santo: “E ninguém poderá dizer: ‘Jesus é o Senhor!’ a não ser sob a ação do Espírito Santo” (1ª Coríntios 12, 3b).

Uma pessoa sente o impulso interior do Espírito, mas só o compreende quando ouve o anúncio dos cristãos. Outra ouve a pregação da Igreja, mas só reconhece nela o chamado de Deus quando o Espírito a confirma no seu interior. Os cristãos são parceiros do Espírito na evangelização. Os primeiros cristãos tinham esta certeza a ponto de dizer : “decidimos, o Espírito Santo e nós, não impor sobre vocês...” (Atos 15, 28). Mas isso não de forma individual e isolada e sim como fruto do discernimento eclesial.

É à Igreja como um todo que está garantida a assistência do Paráclito. E cada um poderá gozar dela se permanecer na comunhão eclesial. O Espírito Santo é Espírito de Comunhão. Que a celebração do quadragésimo aniversário de nossa diocese seja ocasião para reafirmarmos nosso compromisso de caminhar unidos na realização de nossa missão, respondendo aos nossos desafios, superando divisões e incompreensões.

Que o Espírito Santo fortifique nossa comunhão e nos torne construtores da paz.

Quem é

Dom Luiz Antônio Guedes nasceu em Mogi-Mirim, SP, em 25 de novembro de 1945. Ingressou no Seminário da Imaculada, da Arquidiocese de Campinas, no decorrer do segundo grau escolar. Sendo seminarista da Arquidiocese de Campinas, fez os estudos filosóficos no Instituto Estigmatino de Campinas e os de Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Foi ordenado diácono no dia 12 de março de 1972, em Mogi-Mirim. No dia 29 de janeiro de 1997, foi nomeado Bispo auxiliar da Arquidiocese de Campinas e simultaneamente foi eleito Bispo titular de Maturba. Sua ordenação ocorreu aos 9 de março de 1997, na catedral Metropolitana de Campinas, por Dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Metropolitano.

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