Regional

Empresários de Lins querem conquistar o mercado cubano

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Foi graças à união de forças entre o Sebrae, Prefeitura Municipal, a Agência de Desenvolvimento Tecnológico de Lins (Adetec), universidades e Associação Comercial que nasceu a incubadora de Lins (102 quilômetros a Noroeste de Bauru), em abril do ano passado. A recém-nascida tem 16 boxes, sendo que duas das empresas residentes ocupam dois espaços.

Um dos critérios adotados pela incubadora para a escolha da empresa é verificar se aquele tipo de negócio vai contribuir para o desenvolvimento do município, explica o gerente Flávio José Anequini. “Qualquer empresa pode pleitear sua entrada na incubadora, seja ela de Lins ou de outra parte do Brasil”, explica.

Os requisitos não param aí. “São três consultores que analisam os projetos. São vários os critérios.”

Para o gerente, a incubadora gera empresas saudáveis e competitivas. “A incubadora auxilia e orienta o empreendedor, mas a garantia do sucesso continua sendo de responsabilidade dele.”

Anequini frisa que a incubadora procura direcionar os pequenos empresários para os eventos que possam gerar negócios. “Feiras regionais, nacionais e até internacionais, onde os empreendedores podem divulgar o seu produto e até fechar negócios.”

Neste sentido, são promovidas rodadas de negócios. “Fazemos pequenas ações na imprensa local através da assessoria de imprensa e ocupamos todos os espaços que nos são oferecidos.”

Atualmente, a incubadora tenta colocar no mercado carioca e em Cuba seus produtos. “Estamos ampliando a nossa rede de contatos.”

Primeiro ano

A empresa Armazém do Campo foi buscar nos formatos e nas essências o diferencial para conquistar o mercado da cosmética. Fabricando sabonetes em barra e líquido, óleos, espumas e sais de banho, ela está instalada na incubadora de Lins há um ano. A proprietária, Rosa Junqueira, é enfática em dizer que se não fosse o apoio recebido não estaria em pé. “O primeiro ano é muito difícil. Com a ajuda dos consultores e dos assessores fui vencendo os obstáculos.”

Ela conta que comercializava os mesmos produtos vindos de Minas Gerais. “Queria fabricar e tinha uma idéia na cabeça. Quando surgiu a incubadora, percebi que era a oportunidade que eu esperava.”

No início, ela fabricava os produtos e contava com três funcionárias. “Passado um ano, estou com nove, incluindo eu e meu filho.”

Ela confessa que não sabia confeccionar sabonetes. “Fui fazer cursos em São Paulo. Hoje, vendo meu produto para o Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e estou mantendo contatos com Cuba e Itália.”

A empresária se diz preparada para sair do “ninho”. “No ano que vem terei que deixar a incubadora. Acho que tenho condições de caminhar sozinha.”

A Anairam Lingerie também está há um ano na incubadora. A fábrica começou no fundo da casa da proprietária Sílvia Regina Andrade. “Aprendi a fazer calcinhas pela televisão, de onde tirei o molde. Eu vendia calcinhas e as clientes pediam o sutiã. Eu fui buscar o molde em revistas.”

A venda, que era feita de porta em porta, agora é na incubadora. “Aqui na incubadora as minhas criações ganharam logomarca. Tenho cinco funcionárias e meus produtos já estão sendo vendidos em Portugal”, comenta.

Inovação

É na incubadora de Lins que os profissionais de odontologia vão encontrar um produto que possibilita o tratamento dentário para pessoas especiais que dispensa o uso de anestesia geral. A empresa Ermad Aparelhos patenteou o equipamento que vai beneficiar inúmeros profissionais e portadores de doenças mentais.

Outro produto inovador da incubadora é um aquecedor solar residencial preparado para famílias de baixa renda. A empresa ainda não se instalou na incubadora, mas em poucos dias deverá ocupar seu espaço.

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