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Moradores entregam lixo no aterro

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos coletores, que ontem completou seis dias, tem mudado a rotina do aterro sanitário de Bauru. Aberto 24 horas por dia, o local tem recebido caminhões contratados por empresas e condomínios para levar o lixo acumulado e também veículos particulares, de moradores que decidem resolver por conta própria o problema da falta de coleta.

“Desde o meio da semana as pessoas têm vindo aqui, mas o movimento aumentou mais depois que saiu no jornal”, diz o agente de limpeza pública Marcelo Vieira, que trabalha no aterro referindo-se à matéria publicada pelo JC ontem informando a população da possibilidade de se levar o lixo até lá.

Apesar de não ser um local próximo da cidade, fica ao lado das Penitenciárias 1 e 2 de Bauru, a cerca de 15 quilômetros do Centro, o aterro parece ter sido visto como único recurso para vencer o acúmulo de lixo. Segundo Vieira, até o final da tarde de ontem, 13 caminhões cheios de lixo haviam ido até lá. “As pessoas que têm caminhões e fazem esse tipo de serviço estão ganhando um dinheiro a mais com a greve”, comenta.

Mas não foram só os veículos contratados que foram ao aterro. Mais de 20 carros de moradores passaram por lá ontem. No caso dos caminhões, há a pesagem do lixo para que haja um controle da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) sobre a quantidade que é jogada no aterro. Já os veículos particulares podem deixar o lixo ainda na entrada do aterro, onde há um caminhão da Emdurb para fazer o transporte até o local onde efetivamente os dejetos serão colocados.

Nas ruas

Em alguns pontos da cidade, como no Parque Roosevelt, o acúmulo de lixo em terrenos baldios tem aumentado nos últimos dias, o que indica que nem todos os cidadãos estão conscientes dos perigos de contaminação do solo e proliferação de insetos.

Por isso a Emdurb não recomenda que o lixo seja entregue a qualquer pessoa que se ofereça para fazer o transporte até o aterro, já que não há garantia de que isso vá acontecer. Além do risco de contaminação do solo, o lixo deixado ao ar livre exala mau cheiro e atrai insetos.

Como já foi publicado pelo JC ontem, a Emdurb adiou para esta semana a decisão de contratar ou não uma empresa de coleta de lixo em caráter de emergência. Uma reunião marcada para amanhã entre o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e o prefeito Nilson Costa (PTB) deve discutir a greve.

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