Por causa do rio Tietê e de vários outros córregos, a região de Bauru sempre foi rica em cerâmicas e artesanato de argila já que as barrancas forneciam o barro necessário.
Hoje, a matéria-prima essencial para os artesãos está escassa por causa da construção de hidrelétricas e em função da legislação ambiental que ficou mais rígida. Mas índios e famílias tradicionais de artesãos querem resgatar a cultura de produzir peças de decoração e bijuteria a partir de argila, cascas de árvores e sementes.
Transformar barro em peças de arte foi, durante muito tempo, uma tradição indígena. Mas, na tribo Guarani da Aldeia de Araribá, em Avaí (39 quilômetros a Noroeste de Bauru) a confecção de peças em barro acabou não fazendo parte do cotidiano desse índios.
Para resgatar a tradição e garantir a subsistência da população indígena em suas terras, a Prefeitura de Avaí, em parceria com o Sindicato Rural de Bauru e o Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar), promoveu um curso de artesanato em argila.
Em Barra Bonita (68 quilômetros a Sudeste de Bauru), a família Corrêa é conhecida na cidade como fabricante de pote (filtro de água). A cerâmica produz hoje de 150 a 200 peças por dia, além de vasos e potes.
Medidas estão sendo tomadas na região para recuperar a cultura do artesanato em barro de olho na aceitação do mercado, que recebe bem os produtos rústicos, mas exige qualidade e acabamento.