Polícia

Rapaz morre com um tiro na nuca

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Caído com um tiro na nuca, Adriano Silva, 24 anos, foi encontrado pelos irmãos ontem de manhã na sala da casa da família, que fica na quadra 3 da rua Floresta, no Parque Vista Alegre. A polícia investiga as circunstâncias da morte do rapaz, que pode ter sido vítima de um disparo acidental de arma de fogo ou do 28.º caso de assassinato neste ano em Bauru.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado como morte a esclarecer no 2.º Distrito Policial (DP), o irmão da vítima Aristóteles Silva caminhava pela rua Floresta quando foi informado por um conhecido sobre o acontecimento. Ao se dirigir para a residência da família, ele e a irmã, Edna Silva, encontraram Adriano ferido sob o ouvido direito.

“Aristóteles chamou o Corpo de Bombeiros. Quando foi socorrido, Adriano ainda tinha sinais vitais, mas morreu a caminho do Pronto-Socorro Central”, informa o delegado do 2.º DP, Antonio Piccino Filho. Segundo ele, familiares da vítima disseram não ter avistado qualquer arma no local.

Mas antes da Polícia Civil se dirigir até o endereço da ocorrência, a família já havia providenciado a limpeza do cômodo onde Adriano foi encontrado ferido. “Levamos os irmãos para prestar depoimento. Enquanto isso, o setor de investigação localizou um rapaz de 20 anos e a mãe dele. Eles disseram em depoimento que um conhecido passou na casa deles contando outra história”, afirma o delegado.

O tal rapaz, que continuava sendo procurado pela polícia até o fechamento dessa edição, teria comentado com os dois que Adriano teria lhe mostrado uma arma e sido repreendido por isso. Para tranquilizá-lo, a vítima teria informado que a pistola não estava municiada. Adriano teria colocado a arma na cabeça e puxado o gatilho para provar que não corria risco, mas ela disparou.

No entanto, os vizinhos consultados pelo JC não ouviram o estampido. As pessoas que circulavam dentro ou nas imediações da residência da família alegavam desconhecer qualquer informação sobre a morte de Adriano. A mãe dele, Maria Isabel Silva, ainda abalada, também disse que não ter nada a declarar. Ela estava trabalhando quando foi informada da ocorrência.

“Já instauramos um inquérito para investigar as circunstâncias (da morte). Colhemos material das mãos (dos depoentes) para verificar se tem resíduo de pólvora (exame residuográfico)”, conclui Piccino.

Se a polícia constatar que Adriano foi vítima de disparo acidental, ele não entrará no ranking dos homicídios registrados em Bauru. Até o final do mês passado, 27 pessoas haviam sido assassinadas no município, sendo que o último caso foi registrado no Núcleo Presidente Geisel, quando um comerciante atirou contra dois homens que teriam tentado assaltá-lo, matando-os.

Comentários

Comentários