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Pátria mais conhecida


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A qualidade da malha rodoviária do País está sendo apontada por esquemas da Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das piores do mundo. Poucas são as rodovias brasileiras que podem ter classificação de aceitável. Na quase totalidade pecam pela insegurança viária, decorrência da sua péssima conservação ou até mesmo de nenhuma. Conseqüentemente, tipo ou exemplar nenhum de veículo é contemplado com uma circulação isenta de perigos, como que destituídos do direito legalmente deferido a seus proprietários de viagens inteiramente seguras.

Mesmo nos Estados privilegiados por arrecadações financeiras expressivas, exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul nossos principais caminhos internos e externos, dotados de pavimentação asfáltica não correspondem às naturais imposições securitárias do setor, apresentando falhas as mais contundentes e vexatórias, com o solo exibindo buracos, crateras e demais senões causadores de desastres não ignorados por motoristas e passageiros porque, tão grandes como são, não ficam escondidos dos seus olhos, assim como dos meios de comunicação, que os divulgam claramente, patenteando cenas profundamente chocantes e anunciando números de mortos e feridos que não mentem a dimensão das trágicas ocorrências.

Está o Governo Federal procurando minimizar o tamanho do problema. Entendendo que a “pátria amada” não pode ser “amada” unicamente na música, mas também mostrando suas potencialidades culturais, econômicas e das belezas das trilhas municipais, estaduais e internacionais aos que pretendam conhecê-las em seus extremos geográficos, está a Presidência da República abrindo as algibeiras para fornecer aos Estados cerca de R$ 2 bilhões, destinados exclusivamente à reparação de trechos das rodovias mais carentes de obras de recuperação imediata (10 mil quilômetros), objetivando interligar os acessos de todas as regiões do Norte, Sul, Leste e Oeste da imensa nação, empreendimento que se reveste de uma importância não só material como altamente patriótica.

Tanto quanto os buracos da economia é urgente acabar logo com a buraqueira das rodovias. Vai daí a verba, que não será suficiente para globalizar a reparação de tudo, despertar a admiração do turismo e dos transportes caminhoneiros, este e aquele em vertiginoso desenvolvimento. Que a subvenção tenha asas e voe expressamente para os governos regionais, os quais sem estradas salutares se sentem isolados e, então, entristecidos pelas tristezas, rebentos diretos das malvadas rodas dos veículos e, também, dos violentos aguaceiros regionais. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Não se olhe para as coisas que se vêem, mas para aquelas que não se vêem, pois o que se vê é transitório e o que não se vê é eterno - Coríntios 2-4, 18”. No artigo anterior, onde se digitou “2 pessoas” acrescentem-se três zeros lendo-se então 2.000.

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