Esse é um dito popular muito conhecido de nossa gente e significa que se está realizando um bom negócio, um negócio vantajoso, um negócio jamais visto. Temos todos a esperança de que, num futuro bem próximo, poderemos estar dizendo, literalmente, a mesma coisa em relação aos desdobramentos da viagem do presidente Lula à China, ocorrida dias atrás.
Temos convicção de que a grande alternativa para o desenvolvimento do nosso País é o aumento de nossas exportações, pois só assim o país poderá gerar os empregos tão necessários para o nosso povo, como também gerar divisas para pagarmos os nossos compromissos internos e externos e, acima de tudo, realizarmos os investimentos que tanto o país precisa, que por sua vez também gerarão empregos e teremos assim um ciclo virtuoso para o Brasil.
É por isso que vemos o presidente Lula realizar viagens internacionais com o intuito de aumentar o comércio do Brasil com outros países. Foi com esse propósito que realizou essa viagem à China e não foi diferente em outras viagens anteriores. Creio que no caso da China exista algo mais, especialmente pela importância da China no contexto mundial, e pelo fato dela poder tornar-se no futuro um grande parceiro econômico do Brasil, sobretudo se as negociações forem feitas com cautela.
Digo aqui da cautela que devemos ter porque precisamos ter uma abertura comercial com o cuidado de não propiciar a entrada pura e simples de produtos chineses no Brasil, já que sabemos que são produzidos com custo muito mais barato, especialmente em relação ao pagamento de salários aos trabalhadores em patamares muito inferiores ao nosso. A entrada de produtos nessas condições seria trágica às nossas empresas, à nossa economia e ao nosso país.
Já exportamos para a China, mas nossa pauta de exportação se resume basicamente ao minério de ferro e à soja, e isso é muito pouco. Temos condição de melhorar. Precisamos agregar valor aos produtos que venham a ser incluídos em nossa pauta de exportação, para gerarmos emprego e renda aqui no Brasil.
A presença de mais de uma centena de grandes empresários brasileiros, de ministros de Estado, de governadores e de tantas outras autoridades nessa viagem à China demonstra possibilidades reais de bons negócios para o Brasil, bem como a sua importância comercial e diplomática. Poderemos ter, sim, relações comerciais favoráveis ao Brasil em relação a China, basta que saibamos encontrar o melhor caminho.
Transacionar com um número cada vez maior de países no mundo é hoje um imperativo, além de ser uma necessidade. Sei que este é um jogo muito duro, pois cada país quer legitimamente defender os seus interesses, só não podemos nos esquecer de fazer o mesmo e com muita força. O mundo está globalizado queiramos ou não, e essa é uma realidade da qual não poderemos fugir. (O autor, Milton Monti, é deputado federal pelo PL)