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IPMet registra 4,5 graus na madrugada

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os termômetros registraram ontem a temperatura mais baixa do ano: 4,5 graus, às 4h30 da madrugada. O clima frio parece que não dará trégua. A partir de domingo, quando começa o inverno, a freqüência de novas massas de ar frio deve aumentar.

Para piorar, se a nova estação for tão úmida quanto prevê o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a sensação térmica será de até três graus a menos. No final de maio, o instituto divulgou que a previsão de chuva em julho e agosto é quase quatro vezes maior que a média do período.

“Nos primeiros 14 dias de julho choveu quase 31 milímetros. A média histórica para o mês é de 53”, comenta a meteorologista do IPMet, Zildene Pedrosa de Oliveira Emídio, que destaca o fato do mês de maio já ter sido o mais úmido dos últimos 17 anos.

De acordo com ela, já dá para dizer que o outono deste ano está mais rigoroso que o do ano passado. Entre abril e junho de 2003, a temperatura mais baixa não foi inferior a 7,8, registrada no dia 8 de maio.

No entanto, os 4,5 graus registrados ontem ainda estão distantes do 1,7 grau apurado em julho de 2000, a mais baixa temperatura desde 1997. A previsão para os próximos dias é de ligeira elevação de temperatura, com nebulosidade variável. A mínima de hoje não deve cair além dos 9 graus.

Como a alta não é significativa, os baurenses ainda terão de encontrar maneiras para continuar se aquecendo, especialmente à noite. Tanto o Albergue Noturno, mantido pelo Centro Espírita Amor e Caridade, quanto o abrigo da Sociedade Beneficente Cristã (antigo Paiva) encontraram na sopa uma alternativa.

“O consumo (de sopa) aumentou muito, mais do que dobrou. Eles (os albergados) tomam mais de três pratos (por refeição). Depois, o que facilita (para mantê-los aquecidos) é que dorme todo mundo no mesmo quarto”, informa a supervisora do Albergue Noturno, Elizabete Cintra.

Também dormem em quartos coletivos os 154 internos do abrigo da Sociedade Beneficente Cristã. Cada um deles tem sete camas. “Eles reclamam de frio como a gente”, confirma a psicóloga Simone Barreiro.

Por causa das queixas, o Albergue Noturno disponibiliza toda a quantidade de cobertores que dispõe aos atendidos por noite. “Fizemos campanha, mas ainda precisamos de mais (cobertores). O nosso atendimento subiu de cerca de 35 a 40 para 50. Só não chega a 100 porque tem gente que prefere não vir para cá para não tomar banho”, comenta Cintra.

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