A bailarina bauruense Claudia de Castro Carvalho tem 19 anos e desde os cinco é apaixonada pela arte da dança. Ela iniciou seus estudos em 1990, no grupo de balé da Associação Luso Brasileira de Bauru (AABB), sob orientação da professora Yola Guimarães. Em 2000, se mudou para São Paulo (SP) para se aperfeiçoar na Cia. Cisne Negro. Atualmente, ensaia oito horas diárias com o grupo de balé paulistano Espaço Cultural Eldorado.
No início deste mês, Claudia recebeu uma notícia que soou como recompensa por vários anos de dedicação ao balé: ela participará de uma seleção para integrar o corpo de baile do Ballet Ópera Nacional de Paris, na França.
A companhia, considerada uma das mais tradicionais do mundo, abriu pela primeira vez inscrições para dançarinos estrangeiros. “Entrar na Ópera de Paris sempre foi um sonho muito grande”, revela a bailarina, que há tempos procura pela Internet informações sobre como ingressar na academia francesa.
Como obteve sucesso na primeira fase da classificação, que correspondia à análise do currículo profissional, Claudia viaja amanhã para a França, onde passará pela fase final dos testes. Durante essa etapa - que será realizada no próximo dia 23 de junho, na Ópera de Paris - ela será avaliada por meio de uma aula de dança e apresentação de coreografia.
Claudia começou a se interessar pelo balé ainda criança, ao ver a irmã mais velha, Marina, nos palcos. “Quando eu tinha três anos de idade, fui assistir à primeira apresentação dela e fiquei encantada com as bailarinas”, conta a bauruense. Em 1990, seus pais a matricularam no curso de balé da AABB, onde ela permaneceu até 1999.
Nesse período, Claudia freqüentou outras companhias de dança. Sob orientação de Lucila Teixeira Mendes ela estudou balé na Academia Sigma, entre 1994 e 1997. No ano seguinte, participou da Academia Corpo Vivo, com os professores Alex Kiton e Adriana Roda.
Em 2000, a bailarina se mudou para a Capital, se matriculando em um curso de aperfeiçoamento na Cia. Cisne Negro. O fato de estar na academia lhe garantiu, no ano passado, uma participação na campanha publicitária para divulgar o sabão em pó Brilhante. Ainda em 2003, ela foi contratada para a temporada do balé “O Quebra-Nozes”.
Claudia acumula dezenas de cursos de aperfeiçoamento e prêmios conquistados no Brasil e no Exterior. Com a coreografia “Variação de Paquita”, por exemplo, ela ganhou medalha de ouro na Competição Nacional de Nova York, em 1998. Já com o número “Coppélia”, ficou com o primeiro lugar na categoria solo-clássico no 1.º New Fest Dance de Campos do Jordão, em 1997.
Este ano, Claudia recebeu o título de solista profissional no Festival Melhores de 2004, realizado pela Elite Produções. Atualmente a bailarina faz parte do grupo de dança do Espaço Cultural Eldorado, que conta com 16 integrantes e promove apresentações mensais. “Tenho aulas com uma professora cubana e ensaio diariamente”, diz.
Com uma carreira dedicada exclusivamente ao balé, a bauruense afirma que pretende continuar dançando, de preferência em uma academia internacional. Para isso, aposta suas fichas na Ópera de Paris. “Estou muito ansiosa, não vejo a hora do dia da prova chegar”, confessa Claudia. “O balé é uma paixão muito grande na minha vida”, completa.