Em uma longa sessão extraordinária, com quase seis horas de duração, a Câmara Municipal de Bauru aprovou, em 19 de dezembro de 2003, por 17 votos a 3, a criação da Taxa de Sinistro (votos contrários dos vereadores Antônio Carlos Garmes, José Clemente Rezende e João Parreira), que na época defendiam a população da criação de mais uma tarifa para onerar o bolso do contribuinte.
No plenário da Câmara Municipal, dezenas de integrantes do Corpo de Bombeiros lotaram a galeria, afinal, fica mais fácil resolver o problema financeiro da importante corporação tirando do bolso do alienado contribuinte do que cobrar do governador lá em São Paulo, mesmo porque, o Corpo de Bombeiros é da responsabilidade do governo do Estado que, através de convênio, passa a responsabilidade para o município e este, através da Taxa de Sinistro, repassa para o povo.
Com atraso de seis meses, a população somente agora começa a ficar indignada com a referida taxa. Mas, por que somente agora? É que os carnês estão sendo entregues aos contribuintes. Tarde demais para reclamarem. A lei já foi aprovada e quem está reclamando não marcou presença no momento oportuno na galeria da Câmara Municipal. Não procurou e não telefonou para seu vereador para dizer-lhe que era contra a Taxa de Sinistro.
No dia da votação, segundo o Jornal da Cidade, edição de 20/12/2003, página 4, os discursos mais inflamados na defesa da Taxa de Sinistro foram dos vereadores Milton Dota Júnior (PTB) e Edmundo Albuquerque (PPS); contrários à taxa estavam os vereadores Antônio Carlos Garmes (PSDB), José Clemente Rezende (PDT) e João Parreira (PSDB).
Se você está recebendo seu carnê de pagamento e está insatisfeito porque seu bolso não agüenta mais e se o vereador no qual você votou na última eleição está incluído entre os 17 que defenderam e votaram a favor da criação da Taxa Anual de Sinistro, procure-o, vá até a Câmara, telefone pra ele. É seu direito dizer-lhe, olho no olho, que está descontente com a sua atuação parlamentar.
Não esqueça: 2004 é ano eleitoral. Procure praticar o voto consciente, e se o vereador no qual você votou nas eleições municipais de 2000 passou quatro anos dando pra você “uma banana”, dê-lhe a resposta no momento sagrado do voto. É apenas um minutinho que pode mudar ou melhorar nossa cidade e a qualidade de vida da população.
Odair Machado - RG 4.969.663-4