O novo caso de leishmaniose comunicado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde foi registrado no Parque Jaraguá, bairro fora da área de concentração do foco (região da Vila Dutra). Embora os bairros não sejam muito distantes, a descentralização dos casos fez o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) reestruturar a condução do trabalho de combate à doença.
As equipes de busca ativa, que procuram pessoas com sintomas da leishmaniose, já foram deslocadas para o Parque Jaraguá. Os agentes que fazem a coleta de sangue de animais e a vistoria de meio ambiente também tiveram o trabalho estendido para lá, para alívio dos moradores.
“Tenho dois filhos e um cachorro. Tenho medo que todo mundo pegue (a leishmaniose). Quando surge um caso (no bairro) a gente se preocupa mais”, confessa Antonio Raymundo Pereira Filho, morador da rua Azor Garcia dos Santos, que ainda não dispõe de muitas informações sobre a doença.
A leishmaniose é transmitida a cães e humanos através da picada do mosquito palha, transmissor da doença, que procria-se em material orgânico em decomposição.
“Só na rua da minha casa têm três terrenos baldios, onde as pessoas jogam lixo. Além disso, vários cachorros ficam andando pela rua”, comenta Hermes Cardoso dos Santos, morador da mesma via pública. Por enquanto, ele não tem notícia de animais infectados.
Em média, de 140 a 160 amostras de sangue por dia são colhidas de cães pelas equipes do DSC. Até o final do mês de maio 2.982 amostras foram coletadas, sendo que 1.971 deram negativas, 211 positivas e 646 estão aguardando resultado, informa a assessoria de imprensa da administração municipal.
De janeiro até 31 de maio deste ano 501 animais foram sacrificados. A captura de cães errantes não está sendo executada porque o setor aguarda tanto a chegada de um caminhão adquirido especificamente para o trabalho quanto a conclusão da reforma do prédio do canil do Centro de Controle de Zoonoses.
Enquanto isso, as equipes de coleta de sangue de animais e a vistoria do meio ambiente têm prosseguido com o trabalho também em bairros como o Jardim Carolina, Nova Esperança/Jardim Prudência, Jardim Petrópolis, Vila Dutra (trabalho de retorno), Centro e Jardim Manchester (também trabalho de retorno).
Outros funcionários que fazem só vistoria de meio ambiente, tratando de dengue e leishmaniose, também estão percorrendo o Jardim Carolina, Altos da Cidade, Parque Bauru e Jardim Redentor. No total, 130 servidores foram destacados para trabalhar no combate à doença.