Tribuna do Leitor

Classe política


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Por razões óbvias, o eleitorado bauruense está propenso a fazer mudanças significativas na “classe política” que está no poder (faxina geral na “lavanderia Bauru”) e isto é muito bom, pois, ao oxigenar o ambiente político local (Executivo e Legislativo), renovam-se as esperanças e este novo ânimo pode restituir-nos a auto-estima e o respeito por nossos representantes públicos, e esta “reflexão otimista” se deve principalmente ao novo modelo eleitoral que se nos apresenta e que pode ser o “marco zero” de um novo horizonte político em nossa cidade. Evidentemente que cada eleição é distinta das demais, e esta agora é, sem dúvida, a mais diferente, pelo fato de ser a primeira eleição em dois turnos a se realizar na cidade de Bauru. E este avanço democrático de fato é muito bom, pois reforça a representatividade, o que possibilita um novo relacionamento entre governo e sociedade e uma nova maneira de administrar o “bem público” e a força dessa legitimidade poderá resultar uma nova “leitura” da classe política bauruense. Entretanto, toda mudança exige certa cautela e esta apreensão é de certa forma natural, pois as pessoas em geral têm medo de uma mudança que não sabem onde vai dar (se bem que no caso específico de Bauru pior que está não fica) e evidentemente que simplesmente “mudar por mudar” é uma atitude aventuresca e de grande risco. Já que existe esse clima de mudança nos ares da cidade, que esta mudança seja feita de forma criteriosa e que de fato seja para “melhor”. Temos que ter a consciência que os problemas de Bauru, que são muitos, também não podem mudar da noite para o dia (chega de expectativas frustrantes).

Portanto, tais “mudanças” não devem apenas restringir-se à propaganda eleitoral, mas que se mude de verdade e que nossos futuros políticos sejam realmente capazes de transformar boas intenções (retóricas) em realidade.

Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493

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