Tribuna do Leitor

Um administrador com olhos de lince


| Tempo de leitura: 2 min

Com relação a uma reportagem publicada no JC de 12/12/2000, em sua página 13, trilhos de ferrovias no perímetro urbano de Bauru provocam transtornos para o fluxo do trânsito de veículos. Tanto é que diversas cidades paulistas já fizeram a retirada de trilhos, especialmente aqueles situados no Centro comercial.

A administração municipal bauruense poderia construir três grandes vias expressas de trânsito, tendo como ponto de origem os fundos da antiga Estação Ferroviária (praça Machado de Mello). Como seriam construídas essas três grandes vias expressas de trânsito?

1) Retirando-se os trilhos existentes entre a praça Machado de Mello e um ponto de referência localizado depois da ponte (no sentido Bauru a Pederneiras), que liga o bairro Mary Dota ao Distrito Industrial. Virtuais trens procedentes de Pederneiras teriam parada final no ponto de referência retrocitado.

2) Retirando-se os trilhos existentes entre a praça Machado de Mello e um ponto de referência localizado depois do viaduto (no sentido Bauru-Avaí) na rodovia Bauru-Marília, o qual passa por cima dos trilhos da ferrovia. Virtuais trens procedentes de Avaí teriam parada final no ponto de referência supracitado.

3) Retirando-se os trilhos existentes entre a praça Machado de Mello e um ponto de referência localizado depois do viaduto (no sentido Bauru-Piratininga) na rodovia Bauru-Ipauçu, o qual passa por cima dos trilhos da ferrovia;

4) Proceder-se-ia então ao serviço de asfaltamento das três grandes vias expressas. Essas três vias teriam alças de acesso para: a) rodovia Marechal Rondon; b) rodovia Bauru-Marília; c) rodovia Bauru-Ipauçu; d) rodovia Bauru-Pederneiras.

Seriam criadas linhas de ônibus urbanos para percorrerem de ponta a ponta as três grandes vias expressas. Linhas de ônibus urbanos oriundas dos bairros (zona norte, sul, leste e oeste) seriam convergidas perpendicularmente para as três vias, fazendo a integração centro-bairro. Um sistema viário harmonicamente articulado com o trânsito local. Possibilitando ainda a rápida entrada e saída de veículos das rodovias.

Assim, a avenida Rodrigues Alves deixaria de ser um corredor de tráfego intenso de ônibus urbanos, principalmente nas 12 primeiras quadras. Seria restringido o número de linhas de ônibus que atualmente circulam por aquela artéria. Resolvendo-se definitivamente o problema causado na camada asfáltica, pelo excesso de tonelagem/dia.

Mesmo se tratando de uma obra importantíssima para Bauru, porque propiciaria de maneira inteligente a otimização dos meios de transportes urbanos, não se pode olvidar um orçamento restrito (falta de recursos financeiros). Mas com vontade política e capacidade administrativa poder-se-ia buscar respaldo para alocação de verbas nas esferas estadual e federal. Para isso, existe o agente político. Quem tiver a ousadia de concretizar tal obra, carreará irrefutáveis benefícios à infra-estrutura urbana (malha viária). Será por certo sempre lembrado, não só por esta geração, mas pelas que hão de vir, como tendo sido um administrador com olhos de lince...

Prof. Gilberto Sidney Vieira - RG 3.476.358

Comentários

Comentários