Tribuna do Leitor

As várias faces da natureza humana


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Vivemos um momento ímpar da civilização humana no que diz respeito aos aspectos que envolvem o ser humano nos critérios da sobrevivência a qualquer custo. Com o avanço tecnológico do século vinte, investiu-se demasiadamente na máquina em detrimento do homem, e a partir desde evento, que tem globalizado o mundo, obviamente, conseqüências ao nosso modo de viver, de ver e de julgar situações, tomaram rumos inadmissíveis. A natureza humana tornou-se egoísta, perspicaz, solitária, desconfiada frente as noções de caráter e da ética em qualquer nível, e pouco a pouco avançam sobre os sinais da dignidade e da decência humana.

É comum ouvirmos sempre que a lei do homens felizmente não é a mesma da natureza divina. Mesmo assim, a natureza humana caminha a passos largos para o aniquilamento efetivo das emoções, da bondade, da justiça justa, da honestidade, do diálogo, etc. Ao que parece, praticar boas ações hoje em dia, necessariamente tem que existir a reciprocidade ou até mesmo a desconfiança por este o aquele ato de bondade. Ao que parece, a palavra perdeu seu valor real, e somente um papel assinado e com firma reconhecida pode validar suas ações. Não existe mais a convivência leal, não existe mais a amizade desinteressada, não existe mais o famoso “muito obrigado”, não existe mais o reconhecimento, não existe praticamente mais nada que possa validar os níveis mínimos da compreensão, para que possamos viver em uma sociedade que queira realmente viver em harmonia com o outro.

Presenciamos um mundo ganancioso, um mundo cão , totalmente desorganizado e contaminado pela conquista dos bens materiais, pela destruição da vida alheia, pelo “vencer a qualquer custo”, pelo “apadrinhamento”, pelas “mentiras transformadas em verdades”, enfim, estamos vivendo na fogueira das vaidade, aliada a uma escravidão - inquisição não reveladas. Resta saber , até quando a raposa vai estar travestida de ovelha.

Resta saber, até quando a maldade “inconseqüente” será oculta. Resta saber, até quando o “falso moralismo” irá imperar . Resta saber, até quando a “máscara de anjo” revelar – se – a a “face do diabo”, resta saber , quando verdadeiramente viveremos a imagem e semelhança de Deus !

Necessitamos encontrar um medicamento que possa, de uma vez por todas, destruir a miséria humana em que vivemos. Necessitamos encontrar um genérico para nossa alma tão fria e calculista. Necessitamos encontrar o verdadeiro significado de nossa existência . Necessitamos encontrar a vida em sua plenitude.

Necessitamos reencontrar a Deus para que através d’Ele possamos repensar nossa existência e nossas atitudes . Necessitamos reencontrar a Deus, para que através d’Ele possamos validar que a justiça dos homens, felizmente, não é a mesma que a justiça divina. Necessitamos reencontrar a Deus, para que através d’Ele possamos nos certificar, que independente de os outros nos amarem ou não, Ele nos ama sem distinção.

Necessitamos reencontrar a Deus, para que através d’Ele saibamos praticar verdadeiramente a premissa “...Amai aos outros com a ti mesmo...”. Necessitamos reencontrar a Deus, para que através d’Ele tenhamos a dimensão do real valor das palavras verdade , caráter e honestidade. Necessitamos reencontrar a Deus, para que através d’Ele sejamos um instrumento contínuo da fé inabalável que deposita em nós.

Está em cada um de nós a atitude de não sermos mais o “Imperador”, mas, se a humanidade ainda insistir em ser “Leões do Coliseu Romano”, nos resta a felicidade de que após a morte física poderemos ser felizes eternamente no plano espiritual. Mas para se chegar até lá teremos que enfrentar o julgamento divino, e é exatamente neste momento, que a Justiça dos Homens perderá sua validade e poucos herdarão o Reino dos Céus, pois para Deus não existem vários níveis de justiça e de verdade.

João Fernando Paluan - RG 9.827.616

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