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Cevac procura parceiro para financiar abrigo para meninas

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

O Centro de Valorização da Criança (Cevac), localizado no Núcleo Geisel, vem mantendo aberto o abrigo para adolescentes vítimas de maus-tratos e em situação de risco com a colaboração de empresários e profissionais bauruenses. No entanto, a presidente da entidade, Élida Maria Farias, ressalta que as doações não são garantidas e o abrigo continua em situação de risco. Nessa semana, a diretoria do Cevac tem uma reunião com uma instituição religiosa da região que poderá assumir a entidade.

No início de junho, a diretoria do Cevac anunciou que pretendia fechar o abrigo devido a dificuldades financeiras e redução no repasse da verba do Conselho Municipal de Assistência Social. “Não conseguimos nenhuma verba a mais do conselho. Decidimos continuar porque alguns empresários se condoeram com nossa situação e estão nos apoiando. Mas estamos sempre em suspense. Estamos funcionando e tentando resolver essa situação constantemente”, diz Élida.

Segundo a presidente, haverá uma reunião ainda nessa semana com representantes de uma instituição religiosa da região que já demonstrou interesse em assumir a administração e os gastos da entidade. “Temos esse grupo de fora de Bauru, que se mostrou interessado em assumir o Cevac. Eles virão conhecer o abrigo e vamos ver o que eles podem nos oferecer. Ainda não posso divulgar o nome nem adiantar nada mais do que isso”, afirma.

Atualmente, o Cevac atende 11 meninas entre 12 e 17 anos encaminhadas pelo Conselho Tutelar e pelo Poder Judiciário. Elas recebem alimentação, vestuário, medicamentos, produtos de higiene pessoal e material escolar, além de orientação psicológica e educacional. Em Bauru, apenas a Casa de Nazaré oferece o mesmo tipo de atendimento a meninas vítimas de maus-tratos ou em situação de risco.

Os problemas financeiros da entidade são oriundos da redução da verba repassada pelo Conselho Municipal de Assistência Social. Ao invés de R$ 6 mil mensais, valor recebido desde a implantação do abrigo há dois anos, o Cevac passaria a receber R$ 1,5 mil. Em matéria publicada pelo JC na época da redução, a presidente do conselho, Egli Muniz, justificou que a redução dos recursos foi feito para equiparar os repasses das entidades.

Segundo Egli, os recursos para o Cevac eram muito maiores do que para outros abrigos da cidade, o que seria uma injustiça. A verba é definida de acordo com critérios como horário de funcionamento, tipo de atendimento e número de pessoas assistidas. A creche da entidade, que atende 60 crianças de 6 meses a 6 anos, não corre risco de fechar.

Segundo a diretora, as dificuldades financeiras já fizeram a entidade reduzir seu quadro de funcionários, que agora conta apenas com uma assistente social, uma cozinheira, uma psicóloga e duas educadoras. “Precisamos fazer o máximo para poder manter o abrigo pelos próximos dois meses, pelo menos, com os recursos que temos”, conclui.

• Serviço

O abrigo de meninas do Cevac fica na rua Alziro Zarur 13-50, no Núcleo Geisel. O telefone é (14) 3281-2455.

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