Três focos de incêndio que se alastraram ontem à noite pelo Jardim Botânico Municipal levaram cerca de duas horas e meia para serem debelados. As chamas só se apagaram após o esforço concentrado de 11 homens do Corpo de Bombeiros, que contaram com o apoio de voluntários e da brigada de incêndio instalada dentro da área verde. Aproximadamente dois mil litros de água foram utilizados.
“Deve ter queimado uma área equivalente a três ou quatro campos de futebol”, estima o secretário-executivo do Instituto Ambiental Vidágua, o biólogo Ivan Alexandre Ferrazoli de Marches que, como voluntário, tentou combater o incêndio. A dimensão da área afetada seria confirmada apenas hoje pela diretoria do Jardim Botânico. Toda a área tem 321 hectares cobertos por cerrado e vegetação de transição.
“Afetou a margem do cerrado. O fogo se concentrou numa área próximo a uma mata de brejo. O incêndio só não foi pior porque o pessoal chegou rápido e não tinha vento. Deve ter atingido cobras e sapos, animais de pequeno porte”, lamenta o diretor da área municipal, Luiz Carlos de Almeida Neto.
Ele acredita que o incêndio tenha sido criminoso, embora até o fechamento desta edição ainda não tivesse registrado boletim de ocorrência.
“É difícil falar em causa porque (a área atingida) é perto da rodovia. O arremesso de uma bituca de cigarro pode ter provocado. Existem também trilhas utilizadas pelo pessoal do Jardim Manchester e do Distrito Industrial, além dos posseiros”, comenta Marches.
Com abafadores (enxada com lona furada) e água (por meio de bomba costal) ele também esteve no Jardim Botânico tentando combater labaredas. “Começou agora (o período de estiagem). Já era para estar mais propício (para ocorrências da mesma natureza). De agora em diante a situação fica crítica”, comenta Neto.
Para evitar novos incêndios, o tenente do Corpo de Bombeiros Adilson Reis recomenda que a população evite queimadas em áreas verdes sem que ela seja delimitada por aceiro (espaço sem vegetação para conter o fogo). “Também não é recomendável acender fogueira próximo a mato seco. Antes de qualquer tipo de queimada, os interessados devem pedir orientação para a Polícia Ambiental”, diz.
• Serviço
O telefone da Polícia Ambiental é o (14) 3203-2700.