Regional

Delegado Calil encerra inquérito sobre o assassinato de professora

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - O delegado Paulo Calil encerrou anteontem o inquérito policial que investigou a morte da professora Maria Terezinha da Silva, 51 anos.

Ela foi assassinada com um golpe de machado no pescoço no sábado da semana passada, no bairro Campão, em Piratininga (13 quilômetros a sudoeste de Bauru). O principal suspeito pela morte, Osvaldo Magno Eusébio, 26 anos, está preso.

O inquérito foi entregue no Fórum da cidade e deverá ser recebido pelo promotor Daniel Pegoraro. Caso o promotor aceite a denúncia, terá início então o processo criminal que poderá resultar na condenação ou absolvição do suspeito.

A reportagem não conseguiu localizar o promotor para comentar os procedimentos que deverão ser tomados por ele. A exemplo de outras cidades, o Fórum de Piratininga está em greve.

Uma das testemunhas do homicídio, que é irmã do acusado, foi ouvida pelo delegado na terça-feira passada dentro do Hospital de Base, em Bauru, onde ficou internado por causa de um ferimento no pulso.

Edvaldo Eusébio, 30 anos, também foi atingido por um golpe e teve de passar por cirurgia. Ele contou ao delegado que chegou em casa por volta das 20h30 do sábado e não teria notado nada de anormal entre seu irmão e a namorada Maria Terezinha.

Cerca de uma hora mais tarde, ele disse que o casal começou a discutir do lado de fora da casa. Edvaldo tentou então, segundo seu depoimento, intervir para acabar com a discussão, mas foi agredido pelo irmão com o machado.

Depois disso, ele contou ao delegado que saiu correndo e não teria visto a agressão à professora. A cena, segundo o delegado, foi presenciada por vizinhos. Durante todo o inquérito, Calil ouviu 13 pessoas.

O acusado deverá responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Maria Terezinha era professora em Duartina e estaria namorando Osvaldo há cerca de um ano. Ela morreu antes de chegar ao hospital.

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