Regional

Aterro de Pederneiras esgotará em setembro

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Enterrar as cerca de 10 toneladas de lixo coletadas no município de Pederneiras (26 quilômetros a leste de Bauru) se tornou um problema para o município. A área, de mais de 4 alqueires do aterro, deve se esgotar até setembro e o município ainda não encontrou outro lugar. Atualmente, a Prefeitura está cotando o preço para levar o lixo a uma das cidades vizinhas onde haja espaço. “Para levar o lixo para Bauru teremos que pagar R$ 14,00 a tonelada, fora as despesas com o transporte”, comenta o diretor de obras do município, Antônio Carlos Valineti.

Outra alternativa que está sendo estudada é enviar o lixo para Lençóis Paulista, onde já foi implantada a usina de compostagem. “Ainda não recebi resposta por isso não tenho o preço.”

Ele explica que a última vala da atual área está sendo ocupada com o lixo. “As valas têm aproximadamente 260 metros quadrados e esta deve se esgotar em setembro.”

O lixo coletado na cidade é levado para o aterro onde não passa por contato manual. “Temos uma pá carregadeira que espalha e compacta o lixo no solo. O material plástico vai junto, mas ele não produz chourume”, diz o diretor.

No aterro, a presença de catadores não é notada. O mesmo não se pode dizer dos cães e urubus. “Os moradores deixam os animais aqui quando não os querem mais. Temos a preocupação de não deixar o lixo descoberto para não gerar alimento para eles, mas mesmo assim, temos alguns”, admite Valineti.

De acordo com ele, o aterro só recebe lixo doméstico. “É proibido o lixo hospitalar e industrial. Somos licenciados pela Cetesb e procuramos cumprir as normas.”

Atualmente, não há catadores de lixo no aterro, mas nem sempre foi assim. Em janeiro deste ano, por exemplo, algumas pessoas foram flagradas no local removendo os detritos em busca de algo que pudesse, de alguma forma, ser aproveitado.

Essa constatação chegou até o Ministério Público do Trabalho, em Bauru, e resultou na assinatura de um Termo de Compromisso entre o órgão e a Prefeitura de Pederneiras, na terça-feira passada.

De acordo com o promotor Rogério Rodrigues de Freitas, o município se comprometeu a tomar todas as providências necessárias para evitar que o caso se repita. Segundo ele, se isso voltar a acontecer, a prefeitura terá de pagar uma multa de R$ 1.000,00 por catador encontrado dentro do aterro.

A área que hoje está sendo utilizada como aterro será toda reflorestada, conforme ditam as regras, garante o diretor. “Vamos reflorestar com eucalipto que em seis ou sete anos reconstitui o local. Podemos usar qualquer tipo de árvore.”

O município, que ainda não tem coleta seletiva de lixo, possui coletores de recicláveis que trabalham na área urbana. “O lixo chega no aterro com poucos recicláveis. Os catadores vasculham o lixo antes dele ser coletado fazendo com que diminua o volume. Eles coletam principalmente o plástico duro, papel e latas de alumínio.”

Selecionado por etapas

A coleta seletiva de lixo em Pederneiras está em estudo, segundo o diretor. “Hoje é feita em três entidades filantrópicas, um asilo e duas casas que acolhem crianças. Alguns moradores separam o lixo reciclável e depositam nas entidades para que elas comercializem os produtos.”

As palestras para conscientizar a população sobre a importância de separar o lixo orgânico do reciclável também estão sendo realizados, informou o diretor de obras Antonio Carlos Valineti.

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