Avaí (39 quilômetros a noroeste de Bauru) foi uma das cidades contempladas com nota máxima pela avaliação da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) nos anos de 2002 e 2003, apesar de não ter usina de reciclagem. A falta da usina faz com que todo o lixo coletado seja enterrado, independente de se decompor ou não.
“As valas do aterro foram construídas com três metros de largura e a mesma medida de altura por 10 metros comprimento e ocupam uma área de cerca de 20 metros quadrados, distante cinco quilômetros do Centro da cidade e foi construída em 2003 com capacidade para cinco anos”, explica a coordenadora de Agricultura e Meio Ambiente do município, Renata Silva Reis.
A área foi delimitada com cerca viva e terá que ser reflorestada. “Todas as normas da Cetesb foram respeitadas. Tivemos que fazer as curvas de nível para conservação do solo.”
Nos itens avaliados, o município conquistou conceito máximo por cuidar bem do local onde há as valas para enterrar o lixo coletado todos os dias.
Pelos relatórios da Cetesb, o município coleta, por dia, 1,3 tonelada de lixo que, em 1997, não estava sendo depositado em aterros adequados. Em função disso, naquele ano recebeu a nota 5,8. Cinco anos depois, a companhia avaliou o aterro com nota 10 e índice adequado.
De acordo com ela, a coleta na área urbana é feita três vezes por semana, de segunda, quarta e sexta-feira. “Em três bairros e nas aldeias, consideradas como zona rural, a coleta é feita uma vez por semana.”
O lixo chega ao aterro e é depositado em valas. “Funcionários públicos cobrem o lixo com terra, de forma manual. A máquina passa no dia seguinte compactando o lixo.”
A coleta seletiva na cidade ainda está no papel, segundo a coordenadora. “Temos um projeto de coleta seletiva a ser implantado em dias alternados à coleta normal. Porém, é um trabalho que depende da educação e conscientização da população.”