O patrulhamento nos bairros será reforçado por 60 homens do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar (PM). O efetivo, antes pertencente à 4.ª Companhia da PM, será redistribuído entre as outras companhias em dez dias. Também vão para as ruas alguns policiais incumbidos de realizar funções administrativas, que serão gradualmente substituídos por 27 PMs temporários (contratados por dois anos).
“Os policiais mais preparados para atividades policiais serão liberados, mas ainda estamos estudando (quantos serão substituídos pelos temporários). A PM está ultimando as medidas necessárias para a adequação do efetivo (meios materiais e humanos)”, informa o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), coronel José Alexandre Cintra Borin.
De acordo com ele, o reforço é decorrente de uma proposta feita pelo Comando da PM de Bauru, que coincidiu com estudos realizados pelo Comando Geral da Corporação. Ambos sinalizavam para o número adequado de policiais na cidade. Para Borin, o efetivo de Bauru é considerado adequado aos parâmetros fixados pelo quadro organizacional.
Alegando questões de segurança, o coronel não informa o total de policiais atuando na cidade. Afirma que o percentual (de homens por cidade) é levantado através de cálculos que levam em conta a população residente e a flutuante, além da demanda criminal e da peculiaridade da cidade, como a existência da presídios, por exemplo.
“A mudança (da base territorial) é estrategicamente oportuna porque vai adequar melhor as áreas da cidade, proporcionando uma atuação mais eqüitativa do policiamento”, defende. Ele explica que até o dia 15, quando policiais do trânsito serão redistribuídos, a 4.ª Cia assumirá o comando de duas bases comunitárias de segurança: a Sudeste e a Leste.
Bases comunitárias
“A PM quis dar uma área territorial para cada companhia e distribuir a atribuição dos capitães, que vão cuidar tanto do trânsito quanto da segurança”, informa o comandante da 4.º Cia, capitão Nelson Garcia Filho.
Com a nova base territorial, a 1.ª Companhia deixa de comandar a Base Sudeste e fica com o comando das bases Centro e Sul. “Quanto mais se define área e se divide responsabilidade, melhor. A possibilidade de fazer diagnósticos e adotar condutas para solucionar problemas aumenta. Essa era uma reivindicação unânime dos policiais”, diz o comandante da 1.º Cia, capitão Benedito Roberto Meira.
Assim com ele, o comandante da 3.ª Cia, Flávio Jun Kitazume, ficará responsável pelo comando de duas bases comunitárias (a Noroeste e a Oeste), já que a Leste passará para a 4.ª Cia.
“A divisão de área vai nos ajudar. A meta é diminuir todos os índices (de criminalidade). Vamos nos dedicar ainda mais numa área menor, acompanhando mais de perto os problemas da região”, enfatiza Kitazume.
Por compartilhar da mesma expectativa, o presidente da Associação de Moradores do Jardim Tangarás, Zaqueu Vieira da Silva, está otimista. “Numa área menor, o policiamento deve ser mais constante. Aqui (o patrulhamento) está fraco. Em três meses nós tivemos pelo menos quatro assaltos a mão armada”, lamenta.
Enfrentando problema parecido no Parque Santa Edwirges, o presidente da Associação de Moradores, Vivaldo Pereira Martins, é mais cético. “Quero ver para crer. Aqui tem bastante gente mexendo nos ônibus e nas casas. Está muito ruim (o policiamento). A falta de iluminação pública e os terrenos baldios contribuem”, pondera.
A precariedade das ruas terras é apontada pela PM como empecilho para o patrulhamento, muitas vezes solicitado para resolver demandas de cunho social e não policial.