Tribuna do Leitor

Memória histórica


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O fechamento do Instituto Antônio Eufrásio de Toledo abre um buraco enorme no acervo que dá conta da memória histórica da cidade e da região.

Seu antigo diretor, Luciano Dias Pires, como se sabe, integra a santíssima “trindade dos memorialistas”, ao lado de Gabriel Ruiz Pelegrina (USC e prefeitura) e de Nadyr Nascimento Serra (Jornal da Cidade). Juntos, eles respondem pela preservação e disponibilização de um material impresso, manuscrito e fotográfico de primeiríssima magnitude, em quantidade e qualidade. Além, obviamente, de peças raríssimas, testemunhos perenes de uma sociedade e de uma época.

Um tesouro acumulado ao longo dos anos também pela ação de pioneiros na garimpagem, interpretação e preservação das preciosas fontes: José Fernandes, Carlos Fernandes de Paiva, Correia das Neves, Celina Lourdes Neves, Jeovah de Oliveira, Helcio Ribeiro, Lima Figueiredo, Brenno Pinheiro, A. Ercylla, Morais Filho, Alcides da Silva, Lage de Andrade, Nogueira Cobra...

O professor Hilário Rosa, estudando os índios de Araribá, seria a ponte para a travessia rumo aos trabalhos acadêmicos, hoje um aporte respeitável.

Mas a confraria dos memorialistas segue pedindo passagem. Irineu Bastos, filho do Nhozinho, legitima-se cada vez mais como o historiador da lendária Vila Falcão. E o ferroviário Vivaldo Pitta desembarca na sua antiga Jacutinga, atual Avaí, para montar um belo museu e, através dele, contar a história do povo que “viajava de trem”, o transporte de massa mais civilizado que a humanidade inventou até hoje. Arengas à parte, nosso lamento pelo fechamento do Instituto Antonio Eufrásio de Toledo.

João Francisco Tidei Lima - Centro de Memória Regional Unesp/ RFFSA

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