Jaú - Ao chegar para trabalhar ontem de manhã, o empresário João Roberto Ferruci, 50 anos, não imaginava que viveria um dos dias mais traumáticos de sua vida. Por volta das 8h30, quando estava abrindo a Joalheria Ferruci, de sua propriedade, ele foi abordado e rendido por duas pessoas, sendo que uma delas estava armada.
Sob ameaça, o empresário teve de abrir o cofre e entregar cerca de R$ 50 mil aos assaltantes entre dinheiro, cheques e jóias. Até o fim da tarde de ontem, a polícia ainda não tinha pista da dupla.
Depois de render o proprietário, os ladrões entraram no estabelecimento, recolheram o dinheiro, os cheques e todas as jóias que estavam em exposição e colocaram tudo em uma maleta tipo 007.
Antes de deixar o local, os assaltantes amarraram o proprietário em uma cadeira, com as mãos presas e colocaram fita adesiva na boca dele.
Em entrevista a uma emissora de rádio de Jaú, Ferruci disse que foi agredido por duas vezes durante o assalto. A primeira teria sido quando ele olhou para os assaltantes. A ordem, segundo ele, era para que não olhasse para a dupla. Como a ordem não foi obedecida, Ferruci disse ter recebido um soco na cabeça.
A outra agressão aconteceu quando os ladrões perguntaram para o empresário o que tinha no cofre. Ele respondeu que tinha apenas “porcariadas”, objetos sem importância.
Quando eles abriram o cofre e viram que ali dentro estavam guardados cheques, talões e jóias de clientes, que estavam ali para conserto, Ferruci foi novamente agredido.
No momento do assalto, que durou menos de cinco minutos, não havia mais ninguém na joalheria. Estavam ali apenas o proprietário, que ficou amarrado, e os assaltantes, que fugiram a pé e ainda não tinham sido localizados até ontem à noite.
De acordo com a descrição feita pela vítima, os dois assaltantes eram pardos e estavam bem vestidos. Um deles media cerca de 1,68 metro e o outro era um pouco maior, com aproximadamente 1,75 metro de altura. Ambos estavam sem capuz.
A joalheria fica no Centro da cidade, na rua Visconde do Rio Branco, que normalmente é bastante movimentada durante o dia. No entanto, a localização não foi suficiente para inibir o assalto.
Segundo o empresário, desde que mudou para o novo endereço, essa foi a primeira vez que a joalheria foi assaltada. Ferruci trabalha há 18 anos no ramo.
O trabalho de investigação está sendo feito em conjunto entre o 1.º Distrito Policial e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú.