Bairros

Comportamento

Thaís da Silveira
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Muita gente defende a ampliação da arborização de Bauru mas, na prática, nem todos valorizam como deveriam a vegetação em torno de suas casas ou estabelecimentos comerciais.

De acordo com José Martinho Teixeira da Silva, diretor da Associação das Administradoras e Corretoras de Imóveis de Bauru (Aciba), existe uma certa rejeição no mercado imobiliário a imóveis com árvores em frente à fachada, quando a finalidade é comercial. “As pessoas dizem que as árvores escondem a fachada e os letreiros das lojas”, explica.

Muitos empresários deixam de alugar espaços nas ruas Saint Martin, Agenor Meira e 13 de Maio, por exemplo, pela concentração de árvores. “São corredores comerciais como a Gustavo Maciel e a Antônio Alves, mas não se destacaram tanto pelo arvoredo”, diz Martinho.

Nem mesmo imóveis com fins residenciais ganham mais valor quando estão localizados em bairros arborizados, segundo o diretor da Aciba.

“Ainda não chegou essa preferência aqui em Bauru. Por exemplo, as casas próximas ao Bosque da Comunidade têm mais valor pelo porte delas, e não pelo bosque. Mas acredito que no futuro será diferente porque as pessoas estão ficando cada vez mais conscientes”, observa.

Independentemente disso, há loteadores preocupados com a questão da arborização que costumam entregar os loteamentos já arborizados. É o caso de Irineu Antônio Travalini.

“Sou loteador desde 1960 e em todo o loteamento que eu executo eu coloco árvores na divisa de cada lote, na calçada. Coloco árvores apropriadas para a zona urbana. Procuro fazer isso pela preservação do meio ambiente. Não é uma exigência da prefeitura, mas o ideal seria que todos fizessem assim”, diz.

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