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'Não sei mais o que fazer', afirma a mãe desconsolada

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A mãe do menino, uma bancária que mora no Rio de Janeiro, diz que não sabe mais o que fazer pelo filho, que já chegou a ser internado em uma clínica. “Esse drama começou no dia 15 de maio do ano passado, quando ele fugiu pela primeira vez. De lá para cá, ele já fugiu mais de 100 vezes”, disse ao JC no início da noite de ontem.

“Ele conhece todas as cidades das regiões dos Lagos e serrana (do Rio de Janeiro) e do litoral norte de São Paulo. Já esteve em várias cidades de Minas Gerais, do Espírito Santo, do Vale do Paraíba. Para Campinas, fugiu várias vezes. Agora diz que pretende ir para Nova York”, relata, com a voz embargada. “Estou cansada de buscá-lo nas mais diversas cidades. Estou falida, não tenho mais dinheiro nem para ir a Bauru buscá-lo”, revela.

Ela afirma que o menino foi criado com todo carinho e atenção, mas não se conforma com a separação dos pais. “Ele queria que nós voltássemos, mas não há mais condições. Depois queria ir morar com o pai, que não aceitou. Então disse que prefere morar na rua. Eu escondo os documentos, não dou dinheiro, mas não adianta nada. Ele foge, diz.

A mãe conta que já levou o menino a vários profissionais da área de saúde e chegou a interná-lo em uma clínica, mas a compulsão pela fuga continua. “Ele tem psicólogo, psiquiatra, assistente social, tudo o que você possa imaginar. A ciência não sabe explicar porque ele tem essa compulsão pela fuga. O psicólogo me disse que ele usa essas viagens para não pensar na vida dele”, ressalta.

A mãe pede ajuda a quem conhecer escola ou tratamento especializado a crianças com problemas semelhantes ou de seu filho. “Já procurei escola para crianças como ele, com QI elevado, mas não encontro. Ele acha a escola chata. Se me disserem que em algum lugar existe escola para ele, eu vou atrás. Eu peço ajuda, porque não sei mais o que fazer”, apela.

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