Polícia

Vendedor de jóias é morto dentro de casa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O vendedor de jóias autônomo Edivaldo Leardine, 37 anos, foi morto com dois tiros dentro de sua casa, no Núcleo Geisel, ontem à noite. Ele foi achado já sem vida ao lado do filho de 1 ano, que estava chorando. Vários móveis da residência estavam revirados, o que pode ser indício de que Leardine foi morto durante um assalto.

A vítima trabalhava por conta própria e supostamente teria jóias de ouro guardadas na residência. Porém, até as 23h, as polícias Civil e Militar ainda não sabiam informar se jóias ou algum outro bem da casa haviam desaparecido. Muito abalada, a mulher do comerciante não tinha condições emocionais para revistar a casa e verificar se algo estava faltando.

O capitão Nélson Garcia Filho, comandante da 4.ª Cia da Polícia Militar, apurou que a esposa da vítima saiu de casa por volta das 19h, deixando o filho com o marido. Quando retornou, por volta das 21h, já no portão ouviu o choro do filho. “Ao entrar na sala, ela viu o marido ferido. Pegou o filho e saiu gritando, pedindo ajuda aos vizinhos”, contou o capitão.

Leardine foi morto com um tiro na cabeça e um no ombro. O delegado Rogério Dantas, que estava de plantão ontem à noite, contou que os tiros não chegaram a transfixar o corpo, mas antes da necrópsia não era possível precisar o calibre da arma usada no crime. “Ainda não sabemos se ele foi vítima de homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte)”, disse.

Se ficar configurado homicídio, o comerciante será a 32.º vítima deste tipo de crime no ano em Bauru. A última ocorrência da mesma natureza foi registrada na madrugada de domingo, na Pousada da Esperança 1. Um homem foi morto a tiros quando andava na rua em companhia da irmã. O responsável pelo crime ainda não foi identificado.

Com o filho no colo, a mulher do comerciante foi atendida por vizinhos e até as 23h de ontem não havia prestado depoimento à polícia. Dênis Leardine, sobrinho do vendedor de jóias, disse que ela havia saído de casa com o mostruário de jóias, mas não soube informar se seu tio guardava outras em casa. “Ela era uma pessoa que não tinha inimizade com ninguém. Vendia jóias aqui no bairro e prestava serviço para uma loja. Hoje (ontem) à tarde jogou bola aqui no campinho”, comentou.

Até o fechamento desta edição também não estava esclarecido como o agressor entrou na residência. De acordo com o capitão Garcia, não havia sinais de arrombamento no portão da frente nem na porta de fundos da casa. Porém, a Polícia Técnica ainda não havia feito a perícia no imóvel.

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